Psychosocial aspects associated with peripheral facial paralysis in sequelae stage: clinical case study
Aspectos psicossociais associados à paralisia facial periférica na fase sequelar: estudo de caso clínico
Mabile Francine Ferreira Silva; Zelita Caldeira Ferreira Guedes; Maria Claudia Cunha
Abstract
The background of this study is to describe and analyze the speech therapy intervention of a patient in sequelae stage of peripheral facial paralysis, with emphasis on psychosocial factors involved in the therapeutic process. It's a clinical case study, female subject, 52, in the sequelae stage of peripherical facial paralysis, assisted from March to July 2010. The clinical material was systematically recorded in writing and facial expressions were photographed regularly during the therapeutic process. The data were analyzed in a biopsychossocial aspects. The clinical of peripheral facial paralysis occurred 18 years ago in hemiface left with unknown etiology. During the period that began speech therapy, the subject had significant muscle contractures and synkinesis that made up the sequelae. It can be discuss that even after almost 20 years after the onset of peripheral facial paralysis, the patient reported in detail the psychological distress and social limitations imposed sequels that your routine. Complained: inability to express their emotions in the face communication situations. Listening therapy of psychological contents led to patient deal with these conflicts and, as such, seeks alternatives both functional and subjective to express herself in terms verbal and nonverbal safer and less anxiety. The therapeutic approach, which valued subjective aspects in the effectiveness of the method in the case studied speech. The theoretical basis provided subsidies for basic to intermediate technical interventions.
Keywords
Resumo
Este estudo tem como tema descrever e analisar o processo terapêutico fonoaudiológico de uma paciente na fase sequelar da paralisia facial periférica, com ênfase nos aspectos psicossociais implicados no processo terapêutico. É um estudo do caso clínico de sujeito do sexo feminino, 52 anos, na fase sequelar da paralisia facial periférica, atendida no período de março a julho de 2010. O material clínico foi registrado sistematicamente por escrito, e as expressões faciais foram fotografadas regularmente durante o processo terapêutico. Os dados foram analisados na perspectiva biopsicossocial. O quadro de paralisia facial periférica ocorreu há 18 anos na hemiface esquerda, com etiologia desconhecida. No período que iniciou a terapia fonoaudiológica, o sujeito apresentava sincinesias e contraturas musculares significantes que configuravam as sequelas. É possível afirmar que, mesmo passados quase 20 anos após o quadro de paralisia facial periférica, a paciente referia com detalhes o sofrimento psíquico e as limitações sociais que as sequelas impunham a sua rotina. Queixava-se: da impossibilidade de manifestar suas emoções pela face em situações de comunicação. A escuta terapêutica dos conteúdos psíquicos levou a paciente a lidar com esses conflitos e, nessa medida, buscar alternativas tanto funcionais quanto subjetivas para expressar-se em termos verbais e não verbais com maior segurança e menor angústia. A abordagem terapêutica, que valorizou aspectos subjetivos da paciente, favoreceu a efetividade do método fonoaudiológico no caso estudado. O referencial teórico utilizado forneceu subsídios fundamentais para intermediar as intervenções técnicas.
Palavras-chave
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Submitted date:
10/18/2012
Accepted date:
03/26/2013


