Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/S1516-18462012005000077
Revista CEFAC
Original Articles

Monitoring of children with risk indicators for hearing loss

Monitoramento de crianças com indicadores de risco para a deficiência auditiva

Eliene Silva Araújo; Fernanda de Souza Lima; Kátia de Freitas Alvarenga

Downloads: 0
Views: 261

Abstract

Purpose: to describe the proposal of monitoring children in the first year of life, who were not identified in the newborn hearing screening program but had risk factors for hearing loss.

Method: the study included 258 risk children who had obtained the result "pass" in the Universal Newborn Hearing Screening Program of Hospital Santa Isabel – Bauru/SP, from June to November 2008. It was applied by the telephone, a validated questionnaire in a previous study, containing questions about hearing and language. For each question there were two possible answers: "yes" or "no" and we considered "failure" to obtain at least one "no" answer. With such result, the child was scheduled to perform an immediate hearing evaluation.

Results: the questionnaire was applied with 169 families; with the others, there was no contact. From the total, 164 (97,04%) obtained "passed" and five (2,96%) "failed". Between these five children, only three showed up for hearing evaluation and one had no disorders; two presented conductive hearing loss. It was observed distinct prevalence among the risk factors and there was no relation (p>0,05) of the risk factors with the evasion in the monitoring process.

Conclusion: the monitoring through a questionnaire applied by telephone proved to be feasible, however, it is necessary to develop strategies to support their execution.

Keywords

Monitoring; Audiology; Neonatal Screening; Questionnaires; Hearing; Language

Resumo

Objetivo: descrever uma proposta de monitoramento de crianças, no primeiro ano de vida, que não foram identificadas na triagem auditiva neonatal, mas apresentavam indicadores de risco para deficiência auditiva.

Método: participaram do estudo 258 crianças de risco que haviam obtido o resultado "passa" no Programa de Triagem Auditiva Neonatal Universal da Maternidade Santa Isabel – Bauru/SP no período de junho a novembro de 2008. Foi aplicado, via telefone, um questionário de acompanhamento do desenvolvimento da audição e da linguagem, validado em estudo anterior, contendo questões sobre a audição e a linguagem. Para cada questão havia duas possibilidades de resposta "sim" ou "não" e considerou-se como "falha", a obtenção de pelo menos uma resposta "não". Tal resultado refletia no agendamento da criança para realização de uma avaliação audiológica imediata.

Resultados: o questionário foi aplicado com 169 famílias, com as demais não foi obtido contato. Deste total, 164 (97,04%) apresentaram resultado "passa" e cinco (2,96%) resultado "falha". Dentre as cinco crianças, apenas três compareceram para avaliação audiológica e destas, uma não apresentava alterações e duas apresentavam perda auditiva condutiva. Observou-se prevalências distintas entre os fatores de risco e não houve relação (p>0,05) dos mesmos com a evasão no processo de monitoramento.

Conclusão: o monitoramento por meio de aplicação de questionário via telefone mostrou-se viável, entretanto, é necessário o desenvolvimento de estratégias que favoreçam sua execução.

Palavras-chave

Monitoramento; Audiologia; Triagem Neonatal; Questionários; Audição; Linguagem

References

1. Yoshinaga-Itano C; Sedey AL; Coulter DK; Mehl AL. Language of Early- and Later-identified Children With Hearing Loss. Pediatrics.2008; 102(5):1161-71.

2. Joint Committee of Infant Hearing. Year 2007 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. Pediatrics. 2007; 120(4): 898-921.

3. Lewis DR; Marone SAM; Mendes BCA; Cruz OLM; Nóbrega M. Comitê multiprofissional em saúde auditiva COMUSA. Braz J Otorhinolaryngol. 2010; 76(1):121-8.

4. Joint Committee on Infant Hearing. Year 2000 Position Statement: Principles and guidelines for early detection and intervention programs. Am J Audiol. 2000; 9(1):9-29.

5. Isaac ML, Manfredi AKS. Diagnóstico precoce da surdez na infância. Medicina (Ribeirão Preto). 2005; 38(3/4):235-44.

6. Hilú MRP, Zeigelboim BS. O conhecimento, a valorização da triagem auditiva neonatal e a intervenção precoce da perda auditiva. Rev. CEFAC. 2007; 9(4):563-70.

7. Borges CAB, Moreira LMO, Pena GM, Fernandes FR, Borges BCB, Otani BH. Triagem Auditiva Neonatal Universal. Rev Arq Int Otorrinolaringol. 2006; 10(1):28-34.

8. Yoshinaga-Itano C. Early intervention after universal neonatal hearing screening: impact on outcomes. Ment Retard Dev Disabil Res Rev. 2003; 9(4):252-66.

9. Gatto CI, Tochetto TM. Deficiência auditiva infantil: implicações e soluções. Rev. CEFAC. 2007; 9(1):110-5.

10. Azevedo MF. Avaliaçäo e acompanhamento audiológico de neonatos de risco. Acta AWHO 1991; 10(3):107-16.

11. Widen JE et al. Identification of neonatal hearing impairment: hearing status at 8 to 12 months corrected age using a visual reinforcement audiometry protocol. Ear Hear. 2000; 21(5):471-87.

12. Lichtig I. et al. Avaliação do comportamento auditivo e neuropsicomotor em lactentes de baixo peso ao nascimento. Rev Ass Med Brasil 2001; 47(1): 52-8.

13. Belloni M, Santos MFC. Monitoramento audiológico de lactentes com indicadores de risco para perda auditiva progressiva e/ou tardia. In: XIV Congresso Interno de Iniciação Científica, 2006, Campinas. Anais do XIV Congresso Interno de Iniciação Científica. Disponível em: <http://www.prp.unicamp.br/pibic/congressos/xivcongresso/cdrom/pdfN/502.pdf> Acesso em: 20 dez. 2011. p. 502.

14. Maia ALW, Santos MFC. Monitoramento audiológico de lactentes com indicadores de risco para perda auditiva progressiva e/ou tardia. In: XV Congresso Interno de Iniciação Científica, 2007, Campinas. Anais do XV Congresso Interno de Iniciação Científica. Disponível em: <http://www.prp.unicamp.br/pibic/congressos/xvcongresso/cdrom/pdfN/793.pdf> Acesso em: 20 dez. 2011. p. 793.

15. Araújo MR. Programa de monitoramento auditivo de crianças com indicadores de risco para a deficiência auditiva [Dissertação]. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica; 2009.

16. White KR; Forsman I; Eichwald J; Munoz K. The evolution of early hearing detection and intervention programs in the United States. Semin Perinatol. 2010; 34:170-9

17. Peixoto LAS, Lewis RD, Almeida GM, Silva GLP. Monitoramento audiológico em um grupo de crianças com indicadores de risco para deficiência auditiva: dificuldades e caracterização audiológica. In: Encontro Internacional de Audiologia, 2011, Maceió. Anais do 26º Encontro Internacional de Audiologia. Disponível em: <http://www.audiologiabrasil.org.br/eiamaceio2011/anais_select.php?pg=poster&cid=3045> Acesso em: 20 dez. 2011. p. 3045.

18. World Health Organization (WHO) (2011) [Internet]. Prevention of blindness and deafness. Grades of hearing impairment. [Acessado em 06 de julho de 2011] Disponível em: http://www.who.int/pbd/deafness/hearing_impairment_grades/en

19. Berni OS; Almeida EOC; Amado BCT; Almeida Filho N. Triagem auditiva neonatal universal: índice de efetividade no reteste de neonatos de um hospital da rede pública de Campinas. Rev. CEFAC. 2010 ; 12(1):122-7

20. Mukari SZ; Tan KY; Abdullah A. A pilot project on hospital-based universal newborn hearing screening: Lessons learned. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2006; 70:843-51.

21. Gaffney M; Green DR; Gaffney C. Newborn hearing screening and follow-up: are children receiving recommended services? Public Health Reports. 2010; 125:199-207.

22. Chia-ling Liu C; Farrell J; MacNeil JR, Stone S; Barfield W. Evaluating loss to follow-up in newborn hearing screening in Massachusetts. Pediatrics. 2008; 121(2): 335-43.

23. Folsom RC, Widen JE, Vohr BR, Cone-Wesson B, Gorga MP, Sininger YS. Identification of neonatal hearing impairment: recruitment and follow-up. Ear Hear. 2000; 21(4):462-70.

24. Lieu JEC, Karzon RK, Mange CC. Hearing screening in the neonatal intensive care unit: follow-up of referrals. Am J Audiol. 2006; 15:66-74.

25. Alvarenga KF, Melo TM, Lopes AC, Mortari AL. Participação das famílias em programas de saúde auditiva: um estudo descritivo. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2011; 16(1):49-53.

26. Todd NW. Universal newborn hearing screening follow-up in two Georgia populations: Newborn, mother and system correlates. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2006; 70:807-15.

27. Bevilacqua MC, Alvarenga KF, Costa OA, Moret ALM. The universal newborn hearing screening in Brazil: from identification to intervention. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2010; 74:510-5.

28. Pacheco LC, Tochetto TM, Checalin MA, Carvalho CDM. Triagem auditiva neonatal: informações de gestantes de diferentes classes sociais. Einstein. 2009;7:159-62.

29. Andrade GMQ, Resende LM, Goulart EMA, Siqueira AL, Vitor RWA, Januario JN. Deficiência auditiva na toxoplasmose congênita detectada pela triagem neonatal. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008; 74(1):21-8.

30. Alvarenga KF, Bevilacqua MC, Martinez MANS, Melo TM; Blasca WQ, Taga MFL. Proposta para capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiva. Pró Fono. 2008;20(3):171-6.

31. Melo TM, Alvarenga KF, Blasca WQ, Taga MFL. Capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiva: efetividade da videoconferência. Pró Fono. 2010; 22(2):139-45


Submitted date:
08/27/2011

Accepted date:
01/05/2012

6a2f2503a953953be6455e16 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections