Insertion of speech and language therapy undergraduate students, from a public university, in communication disorder graduate programs
Inserção de graduados em fonoaudiologia de uma universidade pública em programas de pós-graduação
Viviane Cristina de Castro Marino; Sandra Regina Gimeniz-Paschoal; Andréa Carla Paura; Heraldo Lorena Guida; Célia Maria Giacheti
Abstract
Purpose: to characterize the insertion of undergraduate students from a Speech and Language Therapy Course at São Paulo State University – UNESP in Graduate Programs.
Method: we used a list and the Curriculum Vitae of these students and their respective mentors.
Results: of the 537 graduates, 16.57% attended/were attending Graduate Programs, and of these, 98.88% were working at a Master Program and 37.08% at a Doctoral. Regarding the broad area of knowledge, 50% of master's students were enrolled in Health Science programs, 31.80% in Humanities and 13.64% in Linguistics. For doctoral level, 33,33% were enrolled in Humanities and 30.30% in Health Sciences as well as in Linguistics. Regarding the knowledge specific area, 30.68% of Master's students were enrolled in Speech Pathology programs, 28.41% in Education, 13.64% in Linguistics and 9.09% in Medicine I. For doctorate level, 33.33% were enrolled in Education programs, 30.30% in Linguistics and 9.09% in Speech Pathology. Additionally, 55.68% dissertations and 51.52% thesis were focused on the language area. UNESP was the university that most attended: 39.77% and 48.48% students in master and doctoral programs, respectively. Among the overall students, 52.27% from master and 45.45% from doctoral levels were linked to programs with concept grade 4. When the information was available, all received scholarship. Test of Reason of Probabilities did not show significance differences between master and doctoral levels.
Conclusion: findings were higher than previously reported for the same state, showing the highly interdisciplinary nature of the field of Communication Disorders, and the predominance of "Language" as the studied theme.
Keywords
Resumo
Objetivo: caracterizar a inserção de egressos do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Marília, em Programas de Pós-Graduação (PPG) Stricto Sensu brasileiros.
Método: foram utilizadas listas de graduados e Curriculum Vitae do egresso e do orientador.
Resultados: dos 537 formados, 16,57% cursaram/estavam cursando PPG e destes, 98,88% em mestrado e 37,08% também em doutorado. Na grande área de conhecimento, 50% dos egressos de mestrado vincularam-se predominantemente a programas em Ciências da Saúde, 31,80% em Ciências Humanas e 13,64% em Linguística, Letras e Artes. No doutorado, 33,33% em Ciências Humanas, 30,30% em Ciências da Saúde e em Linguística, Letras e Artes. Quanto à área de conhecimento, predominou a vinculação, no mestrado, de 30,68% em Fonoaudiologia, 28,41% em Educação, 13,64% em Linguística e 9,09% em Medicina I; e, no doutorado, de 33,33% em Educação, 30,30% em Linguística e 9,09% em Fonoaudiologia; 55,68% dissertações e 51,52% teses focalizaram a linguagem. A UNESP predominou com 39,77% no mestrado e 48,48% no doutorado. Predominou a vinculação a Programas com conceito 4 para 52,27% dos egressos do mestrado e 45,45% do doutorado. Quando constou a informação (55,68%), todos receberam fomento. O Teste de Razão de Verossimilhança não indicou diferenças significativas dos percentuais obtidos entre o mestrado e o doutorado.
Conclusão: os resultados superaram os apresentados para o mesmo Estado, mostraram a característica interdisciplinar da Ciência Fonoaudiológica e o predomínio de temática em linguagem.
Palavras-chave
Referencias
1. Conselho Federal de Fonoaudiologia. Áreas de competência do fonoaudiólogo no Brasil. [homepage na internet]. Brasília: Conselho Federal de Fonoaudiologia; 2007. [acesso 3 mar. 2010]. Disponível em: http://www.fonoaudiologia.org.brdiscovirtual/pubdownload/epacfbr.pdf
2. Brasil, Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CES 5, de 19 de fevereiro de 2002. Institui diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em fonoaudiologia. Diário Oficial da União, Brasília, 4 mar. 2002. Seção 1. p.12. [acesso 3 mar. 2010]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES052002.pdf
3. Haddad AE, Morita MC, Pierantoni CR, Brenelli SL, Passarella T, Campos FE. Formação de profissionais de saúde no Brasil: uma análise no período de 1991 a 2008. Rev Saúde Pública. 2010;44(3):383-93.
4. Araújo D, Miranda MCG, Brasil SL. Formação de profissionais de saúde na perspectiva da integralidade. Revista Baiana de Saúde Pública. 2007;31(1):20-31.
5. Erdmann AL, Leite JL, Nascimento KC, Lanzoni GMM. Vislumbrando o significado da iniciação científica a partir do graduando de enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2010;14(1):26-32.
6. Botomé SP, Kubo OM. Responsabilidade social dos programas de pós-graduação e formação de novos cientistas e professores de nível superior. Interação em Psicologia. 2002;6(1):81-110.
7. Declercq E, Caldwell K, Hobbs SH, Guyer B. The changing pattern of doctoral education in public health from 1985 to 2006 and the challenge of doctoral training for practice and leadership. Am J Public Health. 2008;98(9):1565-9.
8. Brasil, Ministério da Educação, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Relação de cursos recomendados e reconhecidos. [homepage na internet]. Brasília: CAPES; 2007. [acesso 3 mar. 2010].
9. Brasil, Ministério da Educação, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Documento de área 2009. [homepage na internet]. Brasília: CAPES; 2009. [Acesso 3 mar. 2010].
10. Bacha SMC, Osório AMN. Fonoaudiologia & educação: uma revisão da prática histórica. Rev CEFAC. 2004;6(2):215-21.
11. Freire RM, Passos MC. Uma análise da produção de conhecimento no interior do PPG em fonoaudiologia: de sua fundação até o novo milênio. Disturb Comun. 2005;17(1):37-43.
12. Stefaneli FR, Monteiro KDGM, Spinelli RL. Perfil do fonoaudiólogo na cidade de São José dos Campos. Rev CEFAC. 2004;6(1):101-5.
13. Silva DGM, Sampaio TMM, Bianchini EMG. Percepções do fonoaudiólogo recém-formado quanto à sua formação, intenção profissional e atualização de conhecimentos. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(1):47-53.
14. Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região. Perfil de formação especializada e inserção no mercado de trabalho do fonoaudiólogo no Estado de São Paulo. [homepage na internet]. São Paulo: Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região; 2009. [acesso 3 mar. 2010].
15. Behlau M, Gasparini G. Education of speech-language pathologists and audiologists in Brazil. Folia Phoniatr Logop. 2006;58(1):14-22.
16. Ferreira LP, Russo ICP, Adami F. Fonoaudiólogos doutores no Brasil: perfil da formação no período de 1976 a 2008. Pró-Fono R Atual Cient. 2010;22(2):89-94.
17. Caovilla F, Leitzke L, Menezes HS, Martinez PF. Perfil do médico egresso do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Rev AMRIGS. 2008;52(2):103-9.
18. Coury HJCG, Vilella I. Perfil do pesquisador fisioterapeuta brasileiro. Rev Bras Fisioter. 2009;13(4):356-63.
19. Berberian AP, Ferreira LP, Corteletti LCBJ, Azevedo JBM, Marques JM. A produção do conhecimento em distúrbios da comunicação: análise de periódicos (2000-2005). Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(2):153-9.
20. Conselho Federal de Fonoaudiologia. Especialização: título de especialista por área. [homepage na internet]. Brasília: Conselho Federal de Fonoaudiologia; 2008. [Acesso 3 mar. 2010].
Submitted date:
11/08/2010
Accepted date:
04/11/2010
