Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/S1516-18462011005000090
Revista CEFAC
Original Articles

Comparative analysis of otoacoustic emissions with tympanometry in 0-6 month infants

Análise comparativa das emissões otoacústicas com a timpanometria em lactentes de 0 a 6 meses

Elizângela Dias Camboim; Aline Mabel Novaes Correia; Dênis Vasconcelos; Raquel Torres; Renata Coelho Scharlach; Marisa Frasson de Azevedo

Downloads: 0
Views: 278

Abstract

Purpose: to compare the findings of TEOAE with tympanometry in 226 and 1000 Hz in infants.

Method: the study was conducted in the Department of Otolaryngology, Hospital Santa Juliana Maceio – Alagoas. We selected infants of both genders, aged from newborn to six months. We excluded those with cleft palate, external and/or middle ear malformation, syndromes, and family history of hearing loss. The following procedures were conducted: anamnesis in order to identify hearing impairment and to select the sample according to the criteria of inclusion and exclusion; otorrinolaringological assessment using otoscopy and hearing evaluation that consisted of transient evoked otoacoustic emissions (TEOAE) and tympanometry with 226 and 1000Hz probe tones. In order to analyze the qualitative variables, we used the test for Equality of Two Proportions, and the Chi-Square for Independence and the confidence interval for the average used for the analysis of the results of quantitative variables.

Results: comparing the results of TEOAE with the tympanometry results that were obtained with 226Hz and 1000Hz probe tones, we observed an association of TEOAE with the 1000Hz probe for both ears, the infants with TEOAEs absence had altered tympanogram results and the ones where the TEOAEs were present had normal tympanograms.

Conclusion: There was a higher correlation between the results of the 1000 Hz probe tympanometry and the TEOAE in order to identify normal ear responses and middle ear disorders.

Keywords

Otoacoustic Emissions, Spontaneous; Acoustic Impedance Tests; Otoscopy

Resumo

Objetivo: comparar os achados das emissões otoacústicas evocadas por estímulos transientes (EOAT) com a timpanometria usando tom sonda de 226 e 1000Hz em lactentes.

Método: o estudo foi realizado no Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Santa Juliana de Maceió – Alagoas. Selecionaram-se lactentes de ambos os gêneros, com faixa etária de recém nascido a seis meses. Foram excluídos aqueles com fissura lábio palatinos, malformação de orelha externa e/ou média, síndromes e história familiar de perda auditiva. Foram realizados os seguintes procedimentos: anamnese para identificar as queixas auditivas e selecionar a amostra de acordo com os critérios de inclusão e exclusão; avaliação otorrinolaringológica por meio de otoscopia e avaliação auditiva que se constituiu de emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente (EOAET) e timpanometria com tom teste da sonda de 226 e 1000Hz. Para analisar as variáveis qualitativas, foi utilizado o teste de Igualdade de Duas Proporções, além do teste Qui-Quadrado para Independência e o intervalo de confiança para a Média, utilizados para a análise das variáveis quantitativas dos resultados.

Resultados: comparando-se os resultados das EOAT com os resultados da timpanometria obtida com os tons testes de 226 Hz e 1000Hz, observou-se uma associação da EOAT com a sonda de 1000Hz em ambas as orelhas, ou seja, houve ausência das EOAT nos lactentes que apresentaram timpanogramas alterados e presença quando os timpanogramas estavam normais.

Conclusão: a timpanometria com sonda de 1000 Hz teve maior correlação com as EOAT tanto para identificação de respostas em orelhas normais como para as alterações de orelha média.

Palavras-chave

Emissões Otoacústicas Espontâneas; Testes de Impedância Acústica; Otoscopia

Referencias

1. Northon JL, Downs MP. Audição na infância. 5ª Edição. Guanabara Koogan. 2005. p.63-4. [edição brasileira].

2. Pereira PKS. Ocorrência de alteração de orelha média em recém nascidos que falharam na triagem auditiva neonatal. [Tese]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2009.

3. Akdogan O, Ozkan S. Otoacoustic emissions in children with otitis media with effusion. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology. 2006;70:1941-4.

4. Azevedo MF. Emissões otoacústicas. Figueiredo MS. Emissões otoacústicas e BERA. São José dos Campos: Pulso; 2003. p.53-7.

5. Uchida Y, Ando F, Nakata S, Ueda H, Nakashima T, Niino N, et al. Distortion product otoacoustic emissions and tympanometric measurements in an adult population-based study. Auris Nasus Larynx. 2006;33:397-401.

6. Linares AE, Carvallo RMM. Medidas imitanciométricas em crianças com ausência de emissões otoacústicas. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008;74(3):410-6.

7. Saes SO, Goldberg TBL, Montovani JC. Secreção na orelha média em lactentes – ocorrência, recorrência e aspectos relacionados. J Pediatr. 2005;81 (2): 133-8.

8. Doyle KJ, Kong YY, Strobel K, Dallaire P, Ray RM. Neonatal middle ear effusion predicts chronic otitis media with effusion. Otol Neurotol. 2004;25(3):318-22.

9. Pereira PKS, Martins A, Vieira MR, Azevedo MF. Programa de triagem auditiva neonatal: associação entre perda auditiva e fatores de risco. Pró-fono. 2007;19(3): 267-78.

10. Ho VMD, Daly KA, Hunter LL, Davey CM. Otoacustic emisson and tympanometry screening among 0-5 year olds. Layngoscope. 2002;112(3):513-9.

11. Margolis RH, Bass-Ringdahl S, Hanks WD, Holte L, Zapala DA. Tympanometry in newborn infants: 1KHz norms. J Am Acad Audiol. 2003;14:383-92.

12. Garcia MV, Azevedo MF, Testa JR. Medidas de imitância acústica em lactentes com 226Hz e 1000Hz: correlação com as emissões otoacústicas e o exame otoscópico. Rev Bras otorrinolaringol. 2009;75(1):80-9.

13. Mata J, Rando I, Shepherd J, Miguelez F, Delgado J. Importância de La impedanciometria dentro de um programa de screening auditivo com otoemisiones em ninos. Acta Otorrinolaringol Esp. 2001;52:96-100.

14. Boone RT, Bower CM, Martin PF. Failed Newborn Hearing Screens as presentation for otitis media with effusion in the newborn population. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2005;69(3):393-7.

15. Hof JR, Anteunis LJC, Chenault MN, van Dijk P. Otoacoustic emissions at compensated middle ear pressure in children. Int J Audiol. 2005;44(6):317-20.

16. Keefe DH, Folsom RC, Gorga MP, Vohr BR, Bulen JC, Norton SJ. Identification of neonatal hearing impairment: ear-canal measurements of acoustic admittance and reflectance in neonates. Ear Hear. 2000;21:443-61.

17. Silva KAL, Novaes BACC, Lewis DR, Carvallo RMM. Achados timpanométricos em neonatos: medidas e interpretações. Rev Bras Otorrinolaringol. 2007;73(5):633-9. Koivunem P, Uhari M, Laitakari K, Alho OP, Luotonem J. Otoacustic emissions and tympanometry in children with otitis media. Ear Hear. 2000;21;212-7.

18. Basseto M, Chiari BM, Azevedo MF. Emissões otoacústicas evocadas transientes (EOAT): amplitude da resposta em recém-nascidos a termo e pré-termo. Rev Bras Otorrinolaringol.2003;69(1):84-92.

19. Bochinia CFP, Roggia SM, Cordeiro MLS. Influência do refluxo gastroesofágico na indicação do reteste na triagem auditiva neonatal. Academia Brasileira de Audiologia. Anais de 23º encontro de Audiologia. Itajaí – SC. 2008. p.1821.

20. Kei J, Allison-Levick J, Dockray J, Harrys R, Kirkegard C, Wong J, et al. High frequency (1000 Hz) tympanometry in normal neonates. J Am Acad Audiol. 2003;14:20-8.

21. Doyle KJ, Rodjers P, Fugikawa S, Newman E. External and middle ear effects on infant hearing screening test results. Otolaryngol. Head Neck Surg. 2000;122(4): 477-81.

22. André KD, Sanches SGG, Carvallo RMM. Variação da frequência de ressonância da orelha média em lactentes. 2010 (prelo).

23. Doyle JW, Winther B, Alper C. Daily tympanometry as a functional measure of middle ear status and Eustachian tube function. Auris Nasus Larynx. 2009;36: 20–5.

24. Andrade DHL, Pedruzzi CM, Soares IA, Azevedo MF, Camboim ED. Achados audiológicos e de linguagem em gêmeas regurgitadoras. Rev CEFAC. 2009;11(3):529-38.

25. Dantas MBS, Anjos CAL, Camboim ED, Pimentel MCR. Resultados de um programa de triagem auditiva neonatal em Maceió. Rev. bras. Otorrinolaringol. 2009; 75(1):58-63.


Submitted date:
05/11/2010

Accepted date:
05/04/2011

6a38837ca9539545d1358d64 cefac Articles
Links & Downloads

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections