Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/S1516-18462010005000104
Revista CEFAC
Original Articles

Som fricativo sonoro /Z/: modificações vocais

Fricative hearing sound /Z/: vocal modifications

Helena D'Avila; Carla Aparecida Cielo; Márcia do Amaral Siqueira

Downloads: 0
Views: 195

Resumo

Objetivo: verificar as modificações vocais após a utilização do fricativo sonoro /Z/, em dez mulheres sem alterações vocais/laríngeas.

Métodos: foram realizadas medidas acústicas, perceptivo-auditiva, eletroglotografia e auto-avaliação da voz pré e pós-produção da técnica.

Resultados: foram estatisticamente significantes: as sensações subjetivas positivas; a maior definição de harmônicos e de formantes, diminuição do ruído, e maior regularidade no traçado.

Conclusão: a técnica promove estabilidade vocal, gerando menor esforço fonatório, maior conforto durante a produção vocal e maior projeção vocal no grupo estudado.

Palavras-chave

Voz; Fonoterapia; Distúrbios da Voz; Qualidade da Voz

Abstract

Purpose: verify the vocal modifications that occurred after the utilization of the fricative hearing sound /Z/ in ten adult women that had no vocal laryngeal alterations.

Methods: they passed through a vocal and acoustic evaluation as well as hearing perception, and then they auto-evaluated their voices before and after the technique.

Results: statistically significant, namely: positive subjective feelings; spectrograms showing more definition for the harmonic and formants, noise reduction, and more regularity on the trace.

Conclusion: the technique produced less effort in phonation, more comfort during the vocal production and a more vocal production in the studied group.

Keywords

Voice; Speech Therapy; Voice Disorders; Voice Quality

References

1. Behlau M. Voz: o livro do especialista. vol. 1. Rio de Janeiro: Revinter; 2001.

2. Corazza VR, Silva VFC, Queija DS, Dedivitis RA, Barros APB. Correlação entre os achados estroboscópicos, perceptivo-auditivos e acústicos em adultos sem queixa vocal. Rev Bras Otorrinolaringol. 2004; 70:45-52.

3. Krischke S, Weigewlt S, Hoppe U, Kollner V, Klotz M, Eysholdt U, et al. Quality of live in disphonic patients. J Voice. 2005; 19(1):132-7.

4. Yu P, Ouaknine M, Revis J, Giovanni A. Objective voice analysis for disphonic patients: a multiparametric protocol including acoustic and aerodynamic measurements. J Voice. 2001; 15(4):529-42.

5. Behrman A. Common practices of voice therapists in the evaluation of patients. J Voice. 2005; 19(3):454-69.

6. Speyer R, Wieneke GH, Wijck-Warnaar I, Dejonckere PH. Effects of voice therapy on the voice range profiles of dysphonic patients. J Voice. 2003; 17(4):544-56.

7. Cielo CA, Casarin MT. Sons fricativos surdos. Rev CEFAC. 2008; 10(3):352-8.

8. Villanueva P, Lizana ML, Huber H, Morán D, Fernández MA, Palomino HM. Modificaciones en la articulación de fones en pacientes com aparato ortodóntico fijo lingual. Rev CEFAC. 2007; 9(4):483-89.

9. Matos HM. La articulación del habla em indivíduos com hendiduras labiopalatinas corregidas: estúdio de dos casos. Rev CEFAC. 2006; 8(2):186-97.

10. Leite AF, Silva SB, Britto ATBO, Ninno CQMSD. Caracterização do ceceio em pacientes de um centro clínico de fonoaudiologia. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008; 13(1):30-6.

11. Moura SRS, Cielo CA, Nogaro A. Crianças bilíngues alemão/português: deshonorizações na escrita em português. Rev Fono Atual. 2005; 34:28-46.

12. Pinho SMR. Fundamentos em fonoaudiologia: tratando os distúrbios da voz. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003.

13. Behlau M. Voz: o livro do especialista. Vol. 2. Rio de Janeiro: Revinter; 2005.

14. Rossi DC, Munhoz DF, Nogueira CR, Oliveira CM, Britto ATBO. Relação do pico de fluxo expiratório com o tempo de fonação em pacientes asmáticos. Rev CEFAC. 2006; 8(4):509-17.

15. Laukkanen AM, Lindoholm P, Vilkman E, Haataja K; Alku PA. Physiological and acoustic study on voiced bilabial fricative /B/ as a vocal exercise. J Voice. 1996; 10(1):67-77.

16. Cielo CA, Siqueira MA, D'Ávila H. Efeitos da técnica fonoterapêutica de fricativo sonoro /Z/ na voz: análise de um caso. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2005; 10(4):232-5.

17. Sampaio M, Oliveira G, Behlau M. Investigação de efeitos imediatos de dois exercícios de trato vocal semi-ocluído. Pró-Fono Rev de Atualização Científica. 2008; 20(4): 261-6.

18. Susan G, Hiss KT, Stuart A. Effect of age, gender, and repeated measures on intraoral air pressure in normal adults. J Voice. 2001; 15(2):159-64.

19. Xue SA, Hao JG. Normative standards for vocal tract dimensionsby race as measured by acoustic pharyngometry. J Voice. 2006; 20(3):391-400.

20. Chen H, Hsiao T, Hsiao L, Chung Y, Chiang S. Outcome of resonant voice therapy for female teachers with voice disorders: perceptual, physiological, acoustic, aerodynamic, and functional measurements. J Voice. 2006; 21(4): 415-25.

21. Bhuta T, Patrick L, Garnett JD. Perceptual evaluation of voice quality and its correlation. J Voice. 2004; 18(3):299-4.

22. Pinho SMR, Pontes P. Músculos intrínsecos da laringe e dinâmica vocal. Vol.1. Rio de Janeiro: Revinter; 2008.

23. Felippe ACN, Grillo MHMM, Grechi TH. Normatização de medidas acústicas para vozes normais. Rev Soc Bras Otorrinolaringol. 2006; 72(5):659-64.

24. Kandogan T, Seifert E. Influence of aging and sex on voice parameters in patients with unilateral vocal cord paralysis. Laryngoscope. 2005; 115:655-60.

25. Saxon KG, Schneider CM. Vocal exercise physiology. California: Singular Publishing Group; 1995.

26. Fox RA, Nissen SL. Sex-related acoustic changes in voiceless English fricatives. J Speech Lang Hear Res, 2005; 48(5):753-65.

27. Pinho SMR. Fisiologia da fonação. In: Ferreira LP, Befi-Lopes DM, Limongi SCO. Tratado de fonoaudiologia. São Paulo: Roca; 2004. p. 3-10.

28. Zemlin WR. Princípios de anatomia e fisiologia em fonoaudiologia. Porto Alegre: Artes Médicas Sul; 2000.

29. Dromey C, Stathopoulos ET, Sapienza CM. Glottal airflow and electroglottographic measures of function at multiple intensities. J Voice. 1992; 6(1):44-54.

30. Simberg S, Sala E, Tuomainen J, Sellman J, Ronnemaa A. The effectiveness of group therapy for students with mild voice disorders: a controlled clinical trial. J Voice. 2006; 20(1):97-109.


Submitted date:
04/15/2009

Accepted date:
01/03/2010

6a4da3e2a953957449022243 cefac Articles
Links & Downloads

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections