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Prevalência de disfonia em professores do ensino público estadual afastados de sala de aula

Prevalence of vocal dysfunction in teachers from the state education, licensed from classroom

Lucia Cristina Fernandes Antunes Provenzano; Tânia Maria Marinho Sampaio

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Resumo

Objetivo: identificar a prevalência da disfonia, gerando afastamento de sala de aula, em docentes do Ensino Médio da Rede Estadual de Educação.

Métodos: foi realizado um levantamento exploratório de prontuários médicos de professores afastados de sala de aula, durante os anos de 2005 e 2006, registrados na Superintendência Central de Perícias Médicas e Saúde Ocupacional do Estado do Rio de Janeiro. De uma amostra total de 554 professores lecionando durante o período analisado, foram pesquisados 130 prontuários de docentes licenciados por diversos diagnósticos, procurando-se identificar os afastamentos com diagnóstico médico de disfonia.

Resultados: evidenciou-se que, apesar das elevadas taxas de prevalência de sinais e sintomas vocais negativos entre os professores relatados em outras pesquisas, apenas 6,9% afastaram-se de sala de aula por disfonia. Os resultados possibilitam, ainda, reflexões acerca da relação existente entre voz, corpo, respiração e emoção, no contexto da docência.

Conclusão: conclui-se que mesmo a disfonia sendo um problema frequente no trabalho docente, pouco se conhece sobre os dados oficiais de professores afastados de sala de aula por esse comprometimento. Torna-se necessário maior número de pesquisas para que os responsáveis por decisões políticas, sejam alertados e sensibilizados quanto à importância do assunto, em termos sociais e econômicos para o País. Ressalta-se a necessidade de que o trabalho fonoaudiológico desenvolvido com os professores tenha cunho transdisciplinar, e que, de forma intersetorial e harmônica, programas e políticas de prevenção e promoção da saúde vocal possam ser oferecidos à classe docente.

Palavras-chave

Voz; Distúrbios da Voz; Educação

Abstract

Purpose: to identify the prevalence of the vocal dysfunction which caused medical leave among high school teachers from the "State Education System".

Methods: a survey was conducted analyzing school teachers' medical reports who were licensed for medical leave in 2005 and 2006 which were registered in the "Central Superintendence of Medical Expert Reports and Occupational Health of the State of Rio de Janeiro". From 554 school working teachers in the above-mentioned period, 130 medical reports were analyzed and on a leave because of several vocal dysfunctions diagnostics, trying to identify the medical leaves arising from vocal dysfunction.

Results: it was clear that despite of the high prevalence rate of the negative vocal sign symptoms among school teachers, just 6.9% were on a leave due to vocal dysfunction. The results also allow for reflections on the relation amongst voice, body, breathing and emotion in the teaching world.

Conclusion: it may be concluded that even when dysphonia usually a problem in the educational work, we know very little on official data concerning teachers who are licensed for medical leave. More research is required for the ones who are responsible for policy decisions, to be aware and sensible to the importance of the issue, for the country, in social and economics terms. We emphasize the need for speech therapist work development among school teachers to be a multidisciplinary job, with prevention programs and policies that are very important to implement and also to promote vocal health programs that may be offered to school teachers.

Keywords

Voice; Voice Disorders; Education

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Submetido em:
12/08/2008

Aceito em:
25/09/2009

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