Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/S1516-18462008000300009
Revista CEFAC
Motricidade Orofacial

Frênulo lingual: classificação e conduta segundo ótica fonoaudiológica, odontológica e otorrinolaringológica

Lingual frenulum: classification and conduct according to speech language pathologist, odontologist and otorhinolaryngologist perspective

Suellen Ferro de Brito; Irene Queiroz Marchesan; Cyntia Monteiro de Bosco; Alessandra Caxeta Alves Carrilho; Maria Inês Rehder

Downloads: 1
Views: 192

Resumo

Objetivo: comparar a classificação e a conduta dos profissionais das áreas de fonoaudiologia, odontologia e otorrinolaringologia quanto ao frênulo de língua.

Métodos: participaram dessa pesquisa 90 sujeitos, divididos em 3 grupos: 30 fonoaudiólogos, 30 odontólogos e 30 otorrinolaringologistas que responderam a dois protocolos, contendo quatro imagens de frênulos linguais. Os frênulos foram classificados como normal ou alterado. Quando a opção foi por alterado, foi indicada a conduta: cirúrgica, fonoterapia ou cirúrgica e fonoterapia. Os sujeitos também classificaram os frênulos de acordo com o tipo de inserção: normal, com inserção anteriorizada, curto ou curto com inserção anteriorizada.

Resultados: com relação à caracterização de frênulos linguais como normais ou alterados, verificou-se que a maioria dos profissionais teve opiniões semelhantes, caracterizando o frênulo normal como tal e o anteriorizado, o curto e o curto com inserção anteriorizada, como alterados. Com relação à conduta dos frênulos considerados alterados, a maioria dos odontólogos e otorrinolaringologistas, concordaram com a cirúrgica para todas as alterações dos frênulos. Para a maioria dos fonoaudiólogos, a conduta para o frênulo anteriorizado foi a fonoterapia e para os frênulos curto e curto com inserção anteriorizada, indicaram cirurgia seguida de fonoterapia. Quanto à classificação de acordo com o tipo de inserção, a opinião da maioria, foi coincidente nas três categorias profissionais.

Conclusão: os achados mostraram coincidência na caracterização e na classificação dos frênulos linguais pelos profissionais das três áreas. Ocorreu divergência no que se referiu a conduta, cirúrgica com fonoterapia ou somente cirúrgica, para frênulo curto e frênulo curto com inserção anteriorizada.

Palavras-chave

Língua; Freio Lingual; Doenças da Língua; Procedimentos Cirúrgicos Bucais; Distúrbios de Fala; Fonoterapia

Abstract

Purpose: to compare the classification and conduct of the professionals of speech language pathology, dentistry and otolaryngology fields regarding the lingual frenulum.

Methods: 90 participants took part in this research, divided into 3 groups: 30 speech language pathologists, 30 dentists and 30 otolaryngologists who answered two protocols, with 4 images of the lingual frenulum. The lingual frenulum was classified as normal or altered. When the option was "altered", the indicated conduct was: surgery, speech therapy or surgery and speech therapy. The participants also classified the frenulum according to the type of insertion: normal, with anterior insertion, short or short with anterior insertion.

Results: in relation to the characterization of the lingual frenulum as normal or altered, we found that most professionals had similar views, characterizing the normal frenulum as normal, and the anterior, the short one and short with anterior insertion as altered. In relation to the conduct of the altered lingual frenulum, the majority of dentists and otolaryngologists agreed about the surgical conduct for all altered frenulum. For the majority of speech language pathologists, the conduct for anterior lingual frenulum was speech therapy, and for the short lingual frenulum and short with anterior insertion, they indicated surgery followed by speech therapy. For the classification according to the type of insertion, the opinion of the majority of the three professional categories was the same.

Conclusion: the findings showed agreement in characterization and classification of the lingual frenulum by professionals of the three areas. There was disagreement in relation to the conduct: surgery and speech therapy or only surgery for short frenulum and short with anterior insertion.

Keywords

Tongue; Lingual Frenulum; Tongue Diseases; Oral Surgical Procedures; Speech Disorders; Speech Therapy

Referências

1. Sing S, Raymond DK. Dictionary of speech-language pathology. San Diego: Singular Publishing Group; 2000. p. 88

2. Lalakea ML, Messner AH. Ankiloglossia: the adolescent and adult perspective. Otolaryngol Head Neck Surg. 2003; 128:746-52.

3. Ballard JL, Auer CE, Khoury JC. Ankiloglossia: assessment, incidence, and effect of frenuloplasty on the breastfeeding dyad. Pediatrics. 2002; 110:63-8.

4. Pozza DH, Deyl JT, Cardoso ES, Cançado RP, Oliveira MG. Frenulectomia lingual: revisão de literatura e relato de caso clínico. Rev Odontol UFES. 2003; 5(2):19-25.

5. Navarro NP, López M. Anquiloglossia en niños de 5 a 11 años de edad. Diagnóstico y tratamiento. Rev Cubana Estomatol. 2002; 39(3):3-7.

6. Garcia PMJ, Garcia MJM, Gonzalez GM. Prevalence of oral lesions in the 6 years-old pediatric population of Oviedo (Spain). Med Oral. 2002; 7:184-91.

7. Friggi MNP, Orsi RM, Chelotti A. Técnica cirúrgica pediátrica: frenectomia lingual. J Bras Odontopediatr Odontol. Bebe. 1998; 1(3):101-15.

8. Brinkmann S, Reilly S, Meara JG. Management of tongue-tie in children: a survey of paediatric surgeons in Australia. J Paediatr Child Health. 2004; 40(11):600-5.

9. Marchesan IQ. Lingual frenulum: classification and speech interference. Int J Orofacial Myology. 2004; 30:31-8.

10. Messner AH, Lalakea ML. The effect of ankyloglossia on speech in children. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2002; 127(6):539-45.

11. Berg KL. Tongue-tie (ankyloglossia) and breastfeeding: a review. J Hum Lact. 1990; 6(3):109-12.

12. Kotlow LA. Ankyloglossia (tongue-tie): a diagnostic and treatment quandary. Quintessence Int. 1999; 30(4):259-62.

13. Messner AH, Lalakea ML, Aby J, MacMahon J, Bair E. Ankyloglossia incidence and associated feeding difficulties. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2000; 126(1):36-9.

14. Marchesan IQ. The speech pathology treatment with alterations of the stomatognathic system. Int J Orofacial Myology. 2000; 26:5-12.

15. Gonçalves CS, Ferreiro MC. Estudo da relação entre presença de frênulo lingual curto e/ou anteriorizado e a dorsalização de [r] na articulação da fala. Rev CEFAC. 2006; 8(1):56-60.

16. Marchesan IQ. Lingual frenulum: quantitative evaluation proposal. Int J Orofacial Myology. 2005; 31:39-48.

17. Ávila MI. As alterações do frênulo da língua na visão de médicos, cirurgiões dentistas e fonoaudiólogos do município de Itajaí/SC [dissertação] Paraná (PR): Universidade de Tuiuti do Paraná; 2005.


Submetido em:
04/12/2007

Aceito em:
25/04/2008

6a5bd551a9539577fd64e4d8 cefac Articles
Links & Downloads

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections