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Linguagem

Gagueira e disfluência comum na infância: análise das manifestações clínicas nos seus aspectos qualitativos e quantitativos

Stuttering and Common Dysfluency in Childhood: analyses of clinical manifestations in their qualitative and quantitative aspects

Suzana Maria de Amarante Merçon; Katia Nemr

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Resumo

Objetivo: analisar em seus aspectos qualitativos e quantitativos as manifestações clínicas da gagueira e da disfluência comum na faixa etária de dois a seis anos.

Métodos: revisão de Literatura Sistemática a partir de livros e artigos científicos de Fonoaudiologia indexados no LILACS e no MEDLINE de 1993 a 2005.

Resultados: as diferenças qualitativas mais importantes são: o tipo de unidade lingüística na qual as disfluências ocorrem, tipologias de disfluências, presença ou ausência de esforço físico durante a fala e possíveis dificuldades na linguagem. Pré-escolares com gagueira freqüentemente apresentam dificuldades em competências metalingüísticas, especialmente com as metafonológicas, sendo que mais estudos sobre este aspecto são necessários. A freqüência de sílabas disfluentes e a taxa de elocução verbal estão entre os parâmetros quantitativos significativos.

Conclusão: diferenças na fala e na linguagem parecem ser fatores importantes para distinguir gagueira de disfluências comuns infantis.

Palavras-chave

Gagueira; Pré-Escolar; Linguagem Infantil; Fonética; Genética

Abstract

Purpose: to examine the clinical manifestations of stuttering and common dysfluency in their qualitative and quantitative aspects, in children between the ages of two and six years old.

Methods: systematic literature review from books and indexed scientific articles on speech pathology in LILACS and MEDLINE from 1993 to 2005.

Results: the most important qualitative differences are: the kind of linguistic unit where dysfluency occur, dysfluency typologies, the presence or absence of physical effort during the speech and possible language difficulties. Preschoolers who stutter very often show difficulties in metalinguistic competencies, especially with the metaphonological ones and more studies about this aspect are needed. The frequency of diffuent syllables and the rate of verbal elocution are among the significant quantitative aspects.

Conclusion: differences in the speech and in the language seem to be important factors to distinguish stuttering from dysfluency in the childhood.

Keywords

Stuttering; Child, Preschool; Child Language; Phonetics; Genetics

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Submitted date:
13/10/2006

Accepted date:
07/05/2007

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