Influence of the speech-language pathologist’s orientation on maximum phonation times
Influência da orientação do fonoaudiólogo nos tempos máximos de fonação
Amanda Rissetti Coelho; Larissa Thais Donalonso Siqueira; Congeta Bruniere Xavier Fadel; Marcelo de Oliveira Rosa; Ana Paula Dassie-Leite
Abstract
Purpose: to compare the results of maximum phonation times (MPTs) under two different forms of speech-language pathology orientation to extract these measures.
Methods: 60 women between 17 and 23 years divided equally into two groups participated: Study Group (SG) – that performed the task under the two forms of orientation (traditional orientation and with control request of the air outlet); and the Control Group (CG) - which carried out the task in a single form of orientation (traditional one). The procedures performed comprised the extraction of MPT in the vowels /a/, /i/ and /u/, the fricatives /s/ and /z/ and numbers counting. The data were tabulated and statistically analyzed (p<0.05).
Results: by comparing the two groups at the first instant of the MPT emissions, no statistically significant differences were found. However, when the second instant was compared, there were differences in most emissions, which indicates that the air control request promotes the increase of MPTs.
Conclusion: the way the speech-language pathologist guides the performance of the maximum phonation times, during the evaluation of these measures, requesting the individual tomaximally control air exit, modifies the result of the extraction of the temporal measures of the voice, which must be considered in the daily vocal clinical practice.
Keywords
Resumo
Objetivo: comparar os resultados dos tempos máximos de fonação (TMF) sob duas formas distintas de orientação fonoaudiológica para extração dessas medidas.
Métodos: participaram 60 mulheres com idades entre 17 e 23 anos que foram divididas igualmente em: Grupo Estudo (GE) - que realizaram a tarefa sob as duas formas de orientação (orientação tradicional e com solicitação de controle na saída do ar); e Grupo Controle (GC) - que realizaram a tarefa sob uma única forma de orientação por duas vezes (orientação tradicional). Os procedimentos realizados compreenderam a extração do TMF das vogais /a/, /i/ e /u/, das fricativas /s/ e /z/ e da contagem de números. Os dados foram analisados estatisticamente.
Resultados: ao comparar os dois grupos no primeiro momento das emissões dos TMFs, observou-se que não há diferenças estatisticamente significantes entre eles. No entanto, quando o segundo momento foi comparado, houve diferenças na maioria das emissões, indicando que a solicitação do controle do ar promoveu o aumento dos TMFs.
Conclusão: a forma do fonoaudiólogo orientar a realização dos tempos máximos de fonação, solicitando ao indivíduo o controle máximo da saída do ar, modifica o resultado da extração das medidas temporais da voz, o que deve ser considerado na prática clínica vocal diária.
Palavras-chave
Referências
1. Rossi DC, Munhoz DF, Nogueira C R, Oliveira TCM, Britto ATBO. Relação do pico de fluxo expiratório com o tempo de fonação em pacientes asmáticos. Rev. CEFAC. 2006;8(4):509-17.
2. Behlau M, Madazio G, Feijó D, Pontes P. Avaliação de voz. In: Behlau M (org). Voz: o livro do especialista. Rio de Janeiro: Revinter. 2001. p. 85-245.
3. Miglioranzi SL, Cielo CA, Siqueira MA. Capacidade vital e tempos máximos de fonação de /e/ áfono e de /s/ em mulheres adultas. Rev. CEFAC. 2012;14(1):97-103.
4. Beber BC, Cielo CA, Siqueira MA. Lesões de borda de pregas vocais e tempos máximos de fonação. Rev. CEFAC. 2009;11(1):134-41.
5. Fabron EMG, Sebastião LT, Oliveira GAG, Motonaga SM. Medidas da dinâmica respiratória em idosos participantes de grupos de terceira idade. Rev. CEFAC. 2011;13(5):895-901.
6. Steffen LM, Moschetti MB, Steffen N, Hanayama EM. Paralisia unilateral de prega vocal: associação e correlação entre tempos máximos de fonação, posição e ângulo de afastamento. Rev Bras Otorrinolaringol. 2004;70(4):450-5.
7. Speyer R, Bogaardt HC, Passos VL, Roodenburg NP, Zumach A, Heijnen MA et al. Maximum phonation time: variability and reliability. J Voice. 2010;24(3):281-4.
8. Rodrigues ZR, Behlau M. Comparação dos tempos máximos de fonação em emissão sustentada de vogais e em fala encadeada em diferentes categorias diagnósticas. In: Behlau M, Gasparini G (org). A voz do especialista. Vol III. Rio de Janeiro: Revinter, 2006. Cap 30, p. 381-90.
9. Kurtz LO, Cielo CA. Tempos máximos de fonação de vogais em mulheres adultas com nódulos vocais. Pró-Fono R Atual Cientif. 2010;22(4):451-4.
10. Carrêra CMD, Araújo ANB, Lucena JA. Correlation between slow vital capacity and the maximum phonation time in elderly. Rev. CEFAC. 2016; 18(6):1389-94.
11. Englert M, Mesquita LG, Azevedo R. Comparison of methods to extract the maximum phonation duration in individuals without vocal complaints. Rev. CEFAC. 2014;16(5):1615-20.
12. Johnson AM, Goldfine A. Intrasubject reliability of maximum phonation time. J Voice. 2016; 30(6):775. e1-775.e4.
13. Frigo LF, Cielo CA, Lima JPM, Braz MM. Body power center, maximum phonation time and sound pressure of healthy women. Audiol. Commun. Res. 2017;22: e1685. [ahead of print].
14. Pascotini FS, Haeffner LSB, Cielo CA. Forced vital capacity and maximum phonation time compared to waist circumference and nutritional status of children. Rev. CEFAC. 2016;18(4):915-22.
15. Paes SM, Azevedo RR. Efeito do apoio visual nas medidas de tempo máximo fonatório em crianças. Distúrb Com. 2010;22(2):127-32.
16. Cunha LJ. Influência da posição corporal no resultado da extração de medidas temporais da voz. [Trabalho de conclusão de curso]. Irati (PR): Universidade Estadual do Centro-Oeste; 2015.
17. Shinoda T, Kanai M, Nakamura R, Murata S, Saito T, Sawa R et al. The relative and absolute reliability of maximum phonation time in community-dwelling Japanese people. Aging Clin Exp Res. 2016;29(4):781-6. DOI 10.1007/s40520-016-0573-y
18. Behlau M, Pontes P. Avaliação e Tratamento das Disfonias. São Paulo: Lovise, 1995.
19. Christmann MK, Scherer TM, Cielo CA, Hoffmann CF. Tempo máximo de fonação de futuros profissionais da voz. Rev. CEFAC. 2012;15(3):622-30.
20. Mendonça RA, Sampaio TMM, Provenzan OL. Medida do tempo máximo de fonação de professoras do Município de Niterói/RJ. Rev. CEFAC. 2012;14(6):1204-8.
21. Solomon NP, Garlitz SJ, Milbrath RL. Respiratory and laryngeal contributions to maximum phonation duration. J Voice. 2000;14(3):331-40.
22. Cielo CA, Cappellari M. Tempo máximo de fonação de crianças pré-escolares. Rev Bras Otorrinolaringol. 2008;74 (4):552-60.
23. Cerceau JSB, Alves CFT, Gama ACC. Análise acústica da voz de mulheres idosas. Rev. CEFAC. 2009;11(1):142-9.
24. Vieira RH, Gadenz CD, Cassol M. Longitudinal study of vocal characterization in choral singing. Rev. CEFAC. 2015;17(6):1781-91.
25. Aghajanzadeh M, Darquie A, Dabirmoghaddam P, Salehi A, Rahgozar M. The relationship between the aerodynamic parameters of voice and perceptual evaluation in the Iranian population with or without voice disorders. J Voice. 2016;31(2):250e9-e15.
26. Liang FY, Huang XM, Chen L, Huang YZ, Zang XY, SU JH et al. Voice therapy effect on mutational falsetto patients: a vocal aerodynamic study. J Voice. 2016;31(1):114e1-e5.
Submetido em:
08/06/2017
Aceito em:
06/02/2016


