Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-021620171966717
Revista CEFAC
Artigos Originais

Quality of life, perception and knowledge of dentists on noise

Qualidade de vida, percepção e conhecimento de dentistas sobre o ruído

Sonia Regina Lazarotto Schettini; Cláudia Giglio de Oliveira Gonçalves

Downloads: 0
Views: 282

Abstract

Purpose: to analyze the perception and knowledge of dentists on occupational noise, its prevention, and effects on their health and quality of life. Methods: a cross-sectional study carried out with 54 dentists of both genders. Two questionnaires were applied: one addressing issues of perception and knowledge on noise and its effects, and another on Quality of Life (SF 36). Results: the workplace noise was considered within medium intensity, and a health risk. Some professionals (59.2%) reported knowing noise prevention methods, although they do not use them. Complaints and the most frequently reported symptoms were irritability, difficulty in understanding speech and tinnitus. The perception of the Quality of Life was worse among men. There was association between pain and perception of noise intensity. Conclusion: noise was considered, regardless of gender, harmful to health and associated with perception of musculoskeletal pain. Symptoms and complaints caused by noise have been reported to negatively impact the professional activity of dentists, however, most of them do not adopt preventive measures.

Keywords

Noise Effects; Hearing Loss, Noise-Induced; Quality of Life

Resumo

Objetivo: analisar a percepção e conhecimento de odontólogos sobre o ruído, sua prevenção e efeitos na saúde e qualidade de vida. Métodos: estudo transversal, realizado com 54 dentistas de ambos os gêneros. Aplicou-se dois questionários: um abordando a percepção e conhecimento sobre exposição a ruído e seus efeitos e outro sobre Qualidade de Vida (SF-36). Resultados: no ambiente de trabalho odontológico, o ruído foi percebido em média intensidade e considerado um risco à saúde. Alguns profissionais (59,2%) relataram conhecer métodos de prevenção dos efeitos do ruído, porém não os utilizam. As principais queixas e sintomas foram irritabilidade, dificuldade na compreensão da fala e zumbido. A percepção sobre a Qualidade de Vida foi pior entre os homens. Houve associação entre o domínio Dor com a percepção da intensidade do ruído. Conclusão: o ruído foi considerado, independente do gênero, como nocivo à saúde e se relacionou com a percepção de dor musculoesquelética. Foram relatados sintomas e queixas associados ao ruído que podem impactar negativamente a atividade profissional dos odontólogos, mas a maioria não adota medidas preventivas.

Palavras-chave

Efeitos do Ruído; Perda Auditiva Provocada por Ruído; Qualidade de Vida

Referências

1. Ribas A, Scmidt A, Ronconi E. Conforto ambiental e o ruído urbano como risco ambiental: a percepção de moradores dos setores especiais estruturais da cidade de Curitiba. Desenvolvimento e Meio Ambiente. 2010;21(1):183-99.

2. Lourenço EA, Berto JMR, Duarte SB, Greco JPM. Can noise in dental clinic produce hearing loss? Int Arch Otorhinolaryngol. 2011;15(1):84-8.

3. Osmarin N, Calza J. Damage risk assessment hearing through the noise measurement produced in a dental clinic. J Oral Invest. 2017;5(2):9-15.

4. Chang HH, Lee MS, Hsu YC, Tsai SJ, Lin CP. Comparison of clinical parameters and environmental noise levels between regular surgery and piezosurgery for extraction of impacted third molars. JFMA. 2015;114(10):929-35.

5. Gonçalves CGO, Marques JM, Ribas A, Lacerda ABM, Lobato DCB, Costa GL et al. Caracterization from hearing thresholds from dentists in a poulation from Curitiba city / PR, Brazil. Int Arch Otorhinolaryngol. 2012;16(1):32-8.

6. Gonçalves CGO, Santos L, Lobato D, Ribas A, Lacerda ABM, Marques J. Characterization of hearing thresholds from 500 to 16,000 hz in dentists: a comparative study. Int. Arch. Otorhinolaryngol. 2015;19(02):156-60.

7. Fernandes JC, Santos LN, Carvalho HJM. Avaliação de desempenho acústico de um consultório odontológico. Produção. 2011;21(3):7-20.

8. Fernandes M, Morata TC. Estudo dos efeitos auditivos e extra auditivos da exposição ocupacional a ruído e vibração. Rev Bras Otorrinolaringol. 2002;68(5):705-13.

9. Hinze H, Deleon C, Michel WC. Dentists at high hisk for hearing loss: protection with custom earplugs. General Dentistry. 1999;47(6):600-3.

10. Minayo MCS, Hartz ZMA, Buss PM. Qualidade de Vida e saúde: um debate necessário. Ciênc saúde coletiva. 2000;5(1):7-18.

11. Group TW. The World Health Organization quality of life assessment (WHOQOL): development and general psychometric properties. Soc Sci Med. 1998;46(12):1569-85.

12. Azevedo GPGDC, Lima Friche AA, Lemos SMA. Quality of life and self-perception of health of patients from an outpatient clinic of speech-language pathology and audiology. Rev soc bras de fonoaudiol. 2012;17(2):119-27.

13. Ciconelli RM. Tradução para o português do questionário de avaliação de qualidade de vida "Medical out comes study 36 – item short-form health survey (SF-36)" [tese]. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo; 1997.

14. Saliba NA, Moimaz SAS, Vilela RM, Blanco MB. Women in dentistry: a quantitative analysis. Rev Bras Odontol. 2002;59(6):400-2.

15. Gonçalves, CGO, Lacerda ABM, Ribas A, Oliva FC, Almeida SB, Marques JM. Exposição ocupacional ao ruído em odontólogos do Paraná: percepções e efeitos auditivos. Rev de Odontologia da UNESP. 2009;38(4):235-43.

16. Bruschini MCA. Trabalho e gênero no Brasil nos últimos dez anos. Cad Pesquisa. 2007;37(132):537-72.

17. Ayers KM, Thomson WM, Rich AM, Newton JT. Gender differences in dentists' working practices and job satisfaction. J Dent. 2008;36(5):343-50.

18. Cavalcanti TLO, Andrade WTL. Efeitos auditivos e extra-auditivos decorrentes do ruído na saúde do dentista. RBCS. 2012;16(2):161-6.

19. Moimaz SAS, Costa ACO, Saliba NA, Bordin D, Rovida TAS, Garbin CAS. Condições de trabalho e qualidade de vida de cirurgiões-dentistas no Sistema Único de Saúde. Rev Ciênc Plural. 2015;1(2):68-78.

20. França ACL. Qualidade de vida no trabalho – QVT: conceitos e práticas nas empresas da sociedade pós-industrial. São Paulo: Atlas; 2004.

21. Nogueira SA, Bastos LF, Costa IDCC. Riscos ocupacionais em odontologia: revisão da literatura. UNOPAR Cient Ciênc Biol Saúde. 2010;12(3):11-20.

22. Michel-Crosato E. Perfil da força de trabalho representada pelo cirurgião-dentista: análise epidemiológica dos profissionais que exerciam suas atividades na Prefeitura Municipal de São Paulo [tese]. São Paulo (SP): Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo; 2008.

23. Myers J, John AB, Kimball S, Fruits T. Prevalence of tinnitus and noise-induced hearing loss in dentists. Noise Health. 2016;18(85):347-54.

24. Kuorinka I, Forcier L. (editors). Work-related musculoskeletal disorders (WMSDs): a reference book for prevention. Great Britain: Taylor & Francis; 1995.

25. Jorge AT, Glina DMR, Isosaki M, Ribeiro AC, Ferreira Júnior M, Rocha LE. Distúrbios osteomusculares do trabalho: fatores de risco em trabalhadores de nutrição hospitalar. Rev Bras Med Trab. 2009;7(1):2-10.


Submetido em:
21/04/2017

Aceito em:
14/09/2017

6a1a1dc1a9539575416f005c cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections