Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-021620171954017
Revista CEFAC
Artigos Originais

Dysarthria and quality of life in patients with amyotrophic lateral sclerosis

Disartria e qualidade de vida em pacientes com esclerose lateral amiotrófica

Lourenço Leite Neto; Ana Carolina Constantini

Downloads: 0
Views: 270

Abstract

Purpose: to evaluate the speech and voice characteristics of individuals with Amyotrophic Lateral Sclerosis (ALS) using the Dysarthria Assessment Protocol and analyze quality of life through the application of the "Living with Dysarthria" questionnaire, and also correlate these findings.

Methods: the sample of this study included 16 individuals, divided into two groups: a study group composed of 8 individuals with ALS and the control group, composed of 8 individuals without neurological disorders. The participants underwent the application of the Dysarthria Assessment Protocol and the "Living with Dysarthria" Quality of Life Questionnaire.

Results: the analyzed parameters - breathing, phonation, resonance, articulation and prosody - were sensitive to differentiate the speech and voice in groups studied, indicating, in the study group, presence of dysarthric alterations. There is a positive correlation between dysarthria and quality of life, that is, the more severe the dysarthric alterations, the worse the quality of life related to dysarthria.

Conclusion: this study suggests that the dysarthria interferes negatively in the quality of life of individuals with ALS and highlights the importance of speech therapy evaluation and follow up of these subjects, in order to provide them adequate treatment, allowing their social insertion even in advanced stages of the disease.

Keywords

Amyotrophic Lateral Sclerosis; Dysarthria; Quality of Life; Speech, Language and Hearing Sciences

Resumo

Objetivo: avaliar as características de fala e voz de indivíduos com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) por meio do Protocolo de Avaliação da Disartria e analisar a qualidade de vida por meio da aplicação do questionário "Vivendo com Disartria", além de correlacionar esses achados.

Métodos: a amostra deste estudo contou com 16 indivíduos, divididos em dois grupos: grupo estudo composto por 8 indivíduos com ELA e o grupo controle, composto por 8 indivíduos sem alterações neurológicas. Os participantes foram submetidos à aplicação do Protocolo de Avaliação da Disartria e do Questionário de Qualidade de Vida "Vivendo com Disartria".

Resultados: os parâmetros analisados - respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia - foram sensíveis para diferenciar a fala e voz nos grupos estudados, indicando, no grupo estudo, presença de alterações disártricas. Há correlação positiva entre disartria e qualidade de vida, ou seja, quanto mais severas as alterações disártricas, pior a qualidade de vida relacionada à disartria.

Conclusão: esta pesquisa sugere que a disartria interfere negativamente na qualidade de vida dos indivíduos com ELA e destaca a importância da avaliação e acompanhamento fonoaudiológico destes sujeitos, a fim de prover tratamento adequado aos mesmos, permitindo sua inserção social mesmo em fases avançadas da doença.

Palavras-chave

Esclerose Lateral Amiotrófica; Disartria; Qualidade de Vida; Fonoaudiologia

Referências

1. Lima SR, Gomes KB. Esclerose lateral amiotrófica e o tratamento com células-tronco. Rev Bras Clin Med. 2010;8(6):531-7.

2. Pradas J, Puig T, Rojas-García R, Viguera ML, Gich I, Logroscino G et al. Amyotrophic lateral sclerosis in Catalonia: A population based study. Amyotroph Lateral Scler Frontotemporal Degener. 2013;14(4):278-83.

3. Logroscino G, Traynor BJ, Hardiman O, Chiò A, Mitchell D, Swingler RJ et al. Incidence of amyotrophic lateral sclerosis in Europe. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2010;81(4):385-90.

4. Linden Junior E, Becker J, Schestatsky P, Bono Rotta F, Marrone CD, Gomes I. Prevalência de esclerose lateral amiotrófica no município de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. Arq Neuro-Psiquiatr. 2013;71(12):959-62.

5. Cantor F. Central and peripheral fatigue: exemplified by multiple sclerosis and myasthenia gravis. PM R. 2010;2(5):399-405.

6. Fracassi AS, Gatto AR, Weber S, Spadotto AA, Ribeiro PW, Schelp AO. Aplicação do protocolo de avaliação das disartrias de origem central em pacientes com doença de Parkinson. Rev. CEFAC. 2011;13(6):1056-65.

7. Pereira RDB, Almeida LNA, Brasolotto AG, Boscolo CC, Schimidt R, Pereira JC. Características vocais na esclerose lateral amiotrófica. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol. 2010;15(3):450-3.

8. Hardiman O, Hickey A, O'Donerty LJ. Physical decline and quality of life in amyotrophic lateral sclerosis. Amyotroph Lateral Scler Other Motor Neuron Disord. 2004;5(4):230-4.

9. Fracassi AS, Gatto AR, Weber S, Spadotto AA, Ribeiro PW, Schelp AO. Adjustment to the Portuguese and application to patients with Parkinson's disease of protocol within central origin dysarthrias' assessment. Rev. CEFAC. 2011;13(6):1056-65.

10. Puhl AE, Diaféria G, Padovani M, Behlau MS. Auto avaliação da disartria em pacientes com doença de Parkinson. 17º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia e 1º Congresso Ibero-Americano de Fonoaudiologia. 21-24 de Outubro de 2009. Salvador, BA. p.1755 http://www.sbfa.org.br/portal/suplementorsbfa, 2009.

11. Mitchell JD. Amyotrophic lateral sclerosis: toxins and environment. Amyotroph Lateral Scler Other Motor Neuron Disord. 2000;1(4):235-50.

12. Norris F, Shepherd R, Denys EUK, Mukai E, Elias L, Holden D et al. Onset, natural history and outcome in idiopathic adult motor neuron disease. J Neurol Sci. 1993;118(1):48-55.

13. Xerez DR. Reabilitação na esclerose lateral amiotrófica: revisão da literatura. Acta Fisiatr. 2008;15(3):182-8.

14. Presto B, Orsini M, Presto LDN, Calheiros M, Freitas MRG, Mello MP et al. Ventilação não-invasiva e fisioterapia respiratória para pacientes com esclerose lateral amiotrófica. Rev Neurocienc. 2009;17(3):293-7.

15. Ortiz K. Distúrbios neurológicos adquiridos: fala e deglutição. Manole, 2006.

16. Pontes RT, Orsini M, de Freitas MRG, Antonioli RS, Nascimento OJN. Alterações da fonação e deglutição na esclerose lateral amiotrófica: revisão de literatura. Rev Neurocienc. 2010;18(1):69-73.

17. Casper J, Colton R. Compreendendo os problemas da voz. Artes Médicas, 1996.

18. Love R, Webb W. Neurology for the speech-language pathologist. Butterworth-Heinemann, 2001.

19. Lundy DS, Roy S, Xue JW, Casiano RR, Jassir D. Spastic-spasmodic vs tremulous vocal quality. Motor speech profile analysis. J Voice. 2004;18(1):146-52.

20. Yorkston KM, Spencer K, Duffy J, Beukelman D, Golper LA, Miller R et al. Guidelines for dysathria. management for velopharyngeal function. J Med Speech Lang Pathol. 2001;9(4):257-74.

21. Behlau M, Azevedo R, Madazio G. Anatomia da laringe e fisiologia da produção vocal. In: Behlau M (Ed). Voz: o livro do especialista. Rio de Janeiro: Revinter; 2008. p. 2-36.

22. Orient-López F, Terré-Boliart R, Guevara-Espinosa D, Bernabeu-Guitart M. Tratamiento neurorrehabilitador de la esclerosis lateral amiotrófica. Rev Neurol. 2006;43(9):549-55.

23. Souza, RL, Cardoso MCAF. Fluência e prosódia: aspectos diferenciais frente aos distúrbios. Rev Neurocienc. 2013;21(3):468-73.

24. de Mello MP, Orsini M, Nascimento OJM, Pernes M, de Lima JMB, Heitor C et al. O paciente oculto: Qualidade de vida entre cuidadores e pacientes com diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica. Rev Bras Neurol. 2009;45(4):5-16.

25. Ware J, Sherbourne C. The MOS 36-item Short-Form Health Survey. 1. conceptual framework and item selection. Med Care. 1992;30(6):473-83.


Submetido em:
03/03/2017

Aceito em:
28/08/2017

6a19dd8aa953954f6c609106 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections