Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-021620171947917
Revista CEFAC
Artigos Originais

Proposal for an augmentative and alternative communication conversational analysis protocol

Proposta de um protocolo de análise conversacional de comunicação suplementar e alternativa

Carla Ciceri Cesa; Helena Bolli Mota; Lenisa Brandão

Downloads: 1
Views: 317

Abstract

Purpose: to propose an assessment of communication that includes the conversational analysis of children who have cerebral palsy, with complex communication needs and their interlocutors.

Methods: a propositional study type of a speech language and hearing science assessment tool whose methodological flowchart was divided into five phases.

Results: the final version of the protocol consisted of fifty-four items divided into three parts: (a) communicative means, acts of speech, topic maintenance and dialogue turn-taking, common to the dyads; (b) acts of child speech, use of resource, thematic maintenance and dialogue turn-taking and (c) speaker speech acts, encouragement of the use of the communication resource, theme maintenance and dialogue turn-taking. All assessment items receive a score by the assessment record according to presented linguistic behavior.

Conclusion: this study showed the development and creation of a conversation evaluation protocol for children with cerebral palsy and their interlocutors. It can be used to evaluate the means, the communicative acts and adjacent-pairs observed in conversational contexts, leading the initial clinical speech language and hearing assessment process to the introduction, maintenance and general use of the Augmentative and Alternative Communication with different interlocutors and environments.

Keywords

Keywords: Speech, Language and Hearing Sciences; Communication; Child Language; Evaluation Studies; Cerebral Palsy

Resumo

Objetivo: propor um protocolo para avaliação da comunicação que contemple a análise conversacional de crianças com encefalopatia crônica não evolutiva com necessidades complexas de comunicação e seus interlocutores.

Métodos: estudo do tipo propositivo de um instrumento de avaliação fonoaudiológica, cujo fluxograma metodológico foi dividido em cinco fases.

Resultados: a versão final do protocolo é composta por 54 itens divididos em três partes: (a) meios comunicativos, atos de fala, manutenção temática e turno de diálogos comuns às díades; (b) atos de fala da criança, uso do recurso, manutenção temática e turno de diálogo e (c) atos de fala do interlocutor, incentivo ao uso do recurso comunicativo, manutenção temática e turno de diálogo. Todos os itens da avaliação recebem uma pontuação por registro de avaliação, conforme o comportamento linguístico apresentado.

Conclusão: o presente estudo apresentou o desenvolvimento e a criação de um protocolo de avaliação da conversação para crianças com encefalopatia crônica não evolutiva e seus interlocutores. Esse poderá ser utilizado para avaliar os meios, os atos comunicativos e os pares adjacentes observados em contexto conversacional, conduzindo o processo de avaliação fonoaudiológica inicial da linguagem para a introdução, manutenção e generalização do uso da Comunicação Suplementar e Alternativa com diferentes interlocutores e ambientes.

Palavras-chave

Descritores: Fonoaudiologia; Comunicação; Linguagem Infantil; Estudos de Avaliação; Paralisia Cerebral

Referências

1. Hage SRV, Pereira TC, Zorzi JL. Behavioral Observation Protocol: reference values for a quantitative analysis. Rev. CEFAC. 2012;14(4): 677-90.

2. Bento-Gaz ACP, Befi-Lopes DM. Adaptação do teste Clinical Evaluation of Language Functions - 4thEdition for Brazilian Portuguese. CoDAS. 2014;26(2):131-7.

3. Cesa CC, Kessler TM. Comunicação alternativa: teoria e prática clínica. Distúrb.Comun. 2014;26(3):493-502.

4. Cesa CC, Mota HB. Augmentative and alternative communication: scene of Brazilian journal. Rev. CEFAC. 2015;17(1):264-69.

5. Paura AC, Deliberato D. Estudo de vocábulos para avaliação de crianças com deficiência sem linguagem oral. Rev. Bras. Ed. Esp. 2014;20(1):37-52.

6. Ferreira-Vasques AT, Abramides DVM, Lamônica DAC. Mental age in the evaluation of the expressive vocabulary of children with Down Syndrome. Rev. CEFAC. 2017;19(2):253-9.

7. Guimarães CF, Oda AL. Child language assessment tools: applicability to handicapped. Rev. CEFAC. 2013;15(6):1690-702.

8. Gomes RC, Nunes DRP. Interações comunicativas entre uma professora e um aluno com autismo na escola comum: uma proposta de intervenção. Educ. Pesqui. 2014;40(1):143-61.

9. Deliberato D, Massaro M, Goldoni NI, Silveira JMV. Programa de capacitação de famílias de crianças, jovens e adultos usuários de comunicação alternativa. Informática na Educação. 2013;16:89-102.

10. Searle JR. Os actos de fala: um ensaio de filosofia da linguagem. Coimbra: Almedina; 1981.

11. Marcuschi LA. Análise da conversação. 6a.ed. São Paulo: Ática; 2007.

12. Fagundes AJFM. Descrição, definição e registro de comportamento. 17a ed. São Paulo: EDICON; 2015.

13. Tenor AC, Deliberato D. Análise do uso de instrumento de avaliação para crianças usuárias de comunicação alternativa. VII Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial. Londrina 08 a 10 denov 2011 p. 1704-11.

14. Light J, McNaughton D. Putting people first: Re-thinking the role of technology in Augmentative and Alternative Communication intervention. Augment Altern Commun. 2013;29(4):299-309.

15. Light J, McNaughton D. Communicative Competence for Individuals who require Augmentative and Alternative Communication: a new definition for a new era of communication? Augment Altern Commun. 2014;30(1):1-18.

16. Deliberato D. Sistemas gráficos na comunicação alternativa: aquisição da competência comunicativa. In: Passerino LM, Bez MR, Pereira ACC e Peres A. (eds.) Comunicar para incluir. Porto Alegre: CRBF; 2013. p. 425-35.


Submetido em:
08/05/2017

Aceito em:
18/07/2017

6a187e00a9539569f70c8fcf cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections