Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-0216201719215916
Revista CEFAC
Original Articles

Perception of the intelligibility and severity level of speech sound disorders by speech language pathologists and non-professionals

Percepção da inteligibilidade e gravidade do desvio fonológico por fonoaudiólogos e leigos

Isadora Mayer Rosado; Gabriele Donicht; Simone Nicolini de Simoni; Karina Carlesso Pagliarin; Marcia Keske-Soares

Downloads: 0
Views: 303

Abstract

Purpose: to compare the perceptual judgment of the speech intelligibility of children with speech sound disorders by speech language pathologists (men x women) and non-professionals (men x women) and to verify the agreement of the perceptual judgment with the results of the Percentage of Consonants Correct - Revised.

Methods: this research consisted of two samples: the judged and the judging. The judged sample was composed by 30 children from the Database of a clinical speech therapy, diagnosed with speech sound disorders, ages between 4:7 and 7: 11 years old (20 males and 10 females). The judging sample was composed by six speech pathologists (three males and three females) and six non-professionals (people that did not have any contact with any child), three males and three females.

Results: the judgment of intelligibility of the nonprofessionals is impaired when comparing with the intelligibility of speech language pathologists, because they have technical background in order to understand the speech of others, better judging the speech of children. Nonprofessionals agree in the same way about the severity of phonological disorder, differently of speech language pathologists, where female speech pathologists judge and agree better in the relationship of intelligibility and gravity of phonological disorder.

Conclusion: Speech Language Pathologists have greater effectiveness to judge the speech intelligibility of children that have speech sound disorders, female speech pathologists have better insight to judge the severity of speech disorders compared to the nonprofessional group, which demonstrates that more information about speech is needed.

Keywords

Speech Intelligibility; Speech Disorders; Speech Perception; Speech-Language Pathology; Child

Resumo

Objetivo: comparar o julgamento perceptual por fonoaudiólogos(as) e leigos(as) quanto à inteligibilidade da fala de crianças com desvio fonológico, e verificar a concordância deste julgamento com a gravidade do desvio fonológico.

Métodos: a pesquisa foi composta por duas amostras: julgada e julgadora. A amostra julgada foi constituída por 30 crianças do banco de dados da clínica fonoaudiológica da instituição, com diagnóstico de desvio fonológico, na faixa etária de 4 anos e 1 mês a 7 anos e 11 meses (20 do gênero masculino e 10 do feminino). A amostra julgadora, foi composta por seis leigos, que não possuíam qualquer contato com crianças, sendo três do gênero masculino e três do feminino; e seis fonoaudiólogos, sendo três do gênero masculino e três do feminino.

Resultados: o julgamento da inteligibilidade por leigos(as) é mais prejudicado do que a inteligibilidade por fonoaudiólogos(as), pois estes possuem formação técnica para entender a fala do outro, julgando melhor a fala da criança. Leigos e leigas concordam de forma semelhante em relação à gravidade do desvio fonológico, diferentemente do grupo de fonoaudiólogos x fonoaudiólogas, onde as fonoaudiólogas julgam e concordam melhor quanto à inteligibilidade e a gravidade do desvio fonológico.

Conclusão: profissionais fonoaudiólogos(as) julgam de forma mais adequada a inteligibilidade da fala de crianças com desvio fonológico; as fonoaudiólogas possuem melhor percepção para julgar a gravidade do desvio quando comparadas aos grupos de leigos e leigas, demonstrando haver necessidade de informações a este último sobre o tema.

Palavras-chave

Inteligibilidade da Fala; Distúrbio de Fala; Percepção da Fala; Patologia de Fala e Linguagem; Criança

References

1. Gubiani MB, Keske-Soares M. Evolução Fonológica de crianças com desvio fonológico, submetidas a diferentes abordagens terapêuticas. Rev. CEFAC. 2014;16(2):663-71.

2. Indrusiak CS, Rockenbach SP. Prevalência de desvio fonológico em crianças de 4 a 6 anos de escolas municipais de educação infantil de Canoas RS. Rev. CEFAC. 2012;14(5):943-51.

3. Preston JL, Irwin JR, Turcios J. Perception of Speech Sounds in School-Aged Children with Speech Sound Disorders. Semin Speech Lang. 2015;36(4):224-33.

4. Bonini JB, Bertagnoli APC, Freitas GP, Blanco-Dutra AP, Keske-Soares M. Eficácia das palavras favorecedoras com fricativa J, na terapia fonoaudiológica. Disturb.Comun. 2014;26(2):396-404.

5. Wertzner HF, Schreiber S, Amaro L. Análise de frequência fundamental, jitter, shimmer e intensidade vocal em crianças com transtorno fonológico. Rev. Bras.Otorrinolaringol. 2005;71(5):582-8.

6. Wiethan FM, Mota HB. Propostas terapêuticas para os desvios fonológicos: diferentes soluções para o mesmo problema. Rev. CEFAC. 2011;13(3):541-51.

7. Mané D. Dificuldades fonéticas de crianças de 2 a 7: sistematicidade ou assistematicidade? Rev. Alpha. 2013;5(14):112-28.

8. Kaminski TI, Mota HB, Cielo CA. Consciência Fonológica e vocabulário expressivo em crianças com aquisição típica da linguagem e com desvio fonológico. Rev. CEFAC. 2011;13(5):813-24.

9. Pagliarin K, Brancalioni AC, Keske Soares M, De Souza APR. Relação entre gravidade do desvio fonológico e fatores familiares. Rev. CEFAC. 2011;13(3):414-27.

10. Carlino FC, Del Prette A, Abramides D.V.M. Avaliação do grau de inteligibilidade da fala de crianças com desvio fonológico: implicações nas habilidades sociais. Rev. CEFAC. 2013;15(1):10-1.

11. Avaliação fonológica da criança: reeducação e terapia. 1a ed. Porto Alegre: ArtMed; 2001.

12. (não consta no documento)

13. (não consta no documento)

14. Donicht G, Pagliarin KC, Mota HB, Keske-Soares M. A inteligibilidade do desvio fonológico julgada por três grupos de julgadores. Pró-Fono R Atual. Cientif. 2009;21(3):213-8.

15. Shriberg LD, Austin D, Lewis BA, McSweeny JL, WILSON DL. The percentage of consonants correct (PCC) metric: extensions and reliability data. JSLHR. 1997;40(4):708-22.

16. Giacchini V, Mota HB. Comparação entre a classificação com base em traços e o percentual de consoantes corretas do desvio fonológico. Rev. CEFAC. 2015;17(1):72-7.

17. Donicht G, Nazari GT. Relação entre desvios fonológicos e consciência fonológica. Letrônica. 2010;3(1):22-41.

18. Cavalheiro LG, Brancalioni AR, Keske-Soares. M. Perfil comunicativo de crianças com desenvolvimento fonológico normal e com desvio fonológico. Distúrb. Comum. 2013;25(3):356-9.

19. Donicht G, Keske-Soares M. Inteligibilidade da fala e gravidade do desvio fonológico evolutivo: correlações e julgamentos realizados por professoras. Rev. Linguagem e Ensino. 2012;15(2):313-40.

20. Wertzner HF, Amaro L, Teramoto SS. Gravidade do distúrbio fonológico: julgamento perceptivo e porcentagem de consoantes corretas. Pro-Fono R. Atual Científ. 2005;17(2):185-94.

21. Wertzner H, Papp A, Amaro L, Galea D. Relação entre processos fonológicos e classificação perceptiva de inteligibilidade de fala no transtorno fonológico. Rev Soc. Bras. Fonoaudiol. 2005;10(4):193-200.

22. Donicht G, Pagliarin KC, Keske-Soares M, Mota HB. Julgamento perceptivo da gravidade do desvio fonológico por três grupos distintos. Rev. CEFAC. 2010;12(1):21-6.

23. Andrade C, Befi-Lopes D, Fernandes F, Wertzner H. ABFW: Teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário, fluência e pragmática. São Paulo: Pró-Fono. 2000.

24. Shriberg LD, Augustin D, Lewis BA, McSweeny JL, Wilson DL. The percentage of consonants correct (PCC) metric: extensions and reliability data. JSLHR.1997;40(1):708-22.

25. Almeida Z. Nova dimensão em produção de textos. Xa ed. Belo Horizonte: Dimensão, 1993.

26. McLeod S, Baker E. Speech language pathologists practices regarding assessment, analysis, target selection, intervention, and service delivery for children with speech sound disorders. Clinical Linguistic and Phonetics. 2014;28(1):508-31.

27. Wertzner HF, Pulga MJ, Pagan-Neves LO. Habilidades metafonológicas em crianças com transtorno fonológico: a interferência da idade e da gravidade. Audiol Commun Res. 2014;19(3):243-51.

28. Werker J, Tees FL. The Organization and Reorganization of Human Speech Perception. Ann. Rev Neurosci. 1993;15(2):377-402.

29. Togram B. How do families of children with Down Syndrome Perceive Speech Intelligibility in Turkey? Biomed Res Int. 2015;2015(1):1-11.


Submitted date:
11/11/2016

Accepted date:
03/17/2017

6a1744aaa9539533a275dc65 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections