Anatomical classification of lingual frenulum in babies
Classificação anatômica do frênulo lingual de bebês
Enajes Silva Soares Marcione; Fernanda Gomes Coelho; Cejana Baiocchi Souza; Ellia Christinne Lima França
Abstract
Purpose: to analyze the anatomical aspects of the lingual frenulum of babies attended the Reference Center for Hearing Health / CRESA, of the Pontifical Catholic University of Goiás / PUC Goiás.
Methods: it is a cross-sectional, observational, analytical study with a quantitative approach. Babies between 1 and 4 months, of both genders, fed in the womb, were evaluated; babies with anatomical and physiological changes in the face, pre or post maturity or neurological impairment were excluded. For the anatomical classification of the lingual frenulum were analyzed the thickness of the frenulum and its attachment on the tongue and mouth floor, from the "Lingual frenulum protocol with scores for infants" (MARTINELLI; MARCHESAN; BERRETIN-FELIX, 2013).
Results: it was possible to view the frenulum in 165 babies, being 104 normal and 61 altered. In just one baby was not possible to see the frenulum. Among the normal frenulum, were prevalent those with the attachment in the middle third and visible from the sublingual caruncles. Among the altered frenulum was more frequent those with attachment between the middle third and the apex and visible from inferior alveolar crest. Thin thickness was predominant. Among the babies with altered frenulum, 24 had altered suction and, of the babies with normal frenulum 18 had altered suction.
Conclusion: the lingual frenulum were classified as normal or altered, being predominant normal lingual frenulum and thin thickness. Altered frenulum was prevalent in males. Babies with altered lingual frenulum showed more change of alteration in suction, although the correlation between frenulum and suction was low.
Keywords
Resumo
Objetivo: analisar os aspectos anatômicos do frênulo lingual de bebês atendidos no Centro de Referência em Saúde Auditiva / CRESA da Pontifícia Universidade Católica de Goiás / PUC Goiás.
Métodos: trata-se de um estudo transversal, observacional, analítico, com abordagem quantitativa. Foram avaliados bebês entre 1 e 4 meses, de ambos os gêneros, alimentados no seio materno, sendo excluídos bebês com alterações anatomofisiológicas na face, pré ou pós maturidade ou com comprometimento neurológico. Para a classificação anatômica do frênulo lingual foram analisadas a espessura do frênulo e a sua fixação na língua e no assoalho da boca, a partir do "Protocolo de avaliação do frênulo da língua com escores para bebês" (MARTINELLI; MARCHESAN; BERRETIN-FELIX, 2013).
Resultados: foi possível visualizar o frênulo em 165 bebês, sendo 104 normais e 61 alterados. Em apenas 1 bebê não foi possível visualizar o frênulo. Dentre os frênulos normais, predominou os com fixação no terço médio e visível a partir das carúnculas sublinguais. Dos frênulos alterados foi mais frequente aqueles com fixação entre o terço médio e o ápice e visível a partir da crista alveolar inferior. Predominou a espessura delgada. Dos bebês com frênulo alterado, 24 apresentaram sucção alterada e, com frênulo normal, 18 apresentaram sucção alterada.
Conclusão: os frênulos linguais foram classificados em normal e alterado, sendo predominante o frênulo lingual normal e a espessura delgada. A alteração do frênulo prevaleceu no gênero masculino. Bebês com frênulo lingual alterado apresentaram mais chances de alteração na sucção, embora a correlação entre frênulo e sucção tenha sido baixa.
Palavras-chave
Referências
1. Singh S, Kent RD. Dictionary of speech-language pathology. San Diego, California: Singular's; 2000.
2. Cymrot M, Assis F, Texeira A, Castro F, Sales D, Júlio F et al. Glossectomia subtotal pela técnica de ressecção lingual em orifício de fechadura modificada como tratamento de macroglossia verdadeira. Rev Bras Cir Plást. 2012;27(1):165-9.
3. Hall DMB, Renfrew MJ. Tongue-tie: common problem or old wives tale. Arch. Dis. Child. 2005;90:1211-5.
4. Comitê de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Documento oficial 04/2007. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia; 2007.
5. Martinelli RLC, Marchesan IQ, Rodrigues AC, Berretin-Felix G. Protocolo de avaliação do frênulo da língua em bebês. Rev. CEFAC. 2012;14(01):138-45.
6. Melo NSFO, Lima AAS, Fernandes A, Silva RPGVC. Anquiloglossia: relato de caso. RSBO. 2011;8(1):102-7.
7. Hazelbaker AK. The assessment tool for lingual frenulum function (ATLFF): Use in a lactation consultant private practice [thesis]. Pasadena (CA): Pacific Oaks College; 1993.
8. Marchesan IQ. Protocolo de avaliação do frênulo da língua. Rev. CEFAC. 2010;12(6):977-89.
9. Marchesan IQ. Frênulo lingual: proposta de avaliação quantitativa. Rev. CEFAC. 2004;6(3):288-93.
10. Ricke LA, Baker NJ, Madlon-Kay DJ, Defor TA. Newborn tongue-tie: prevalence and effect on breast-feeding. JABFP. 2005;18(1):1-7.
11. Emond A, Ingram J, Johnson D, Blair P, Whitelaw A, Copeland M et al. Randomised controlled trial of early frenotomy in breastfed infant with mild-moderate tongue-tie. Arch Dis Child Fetal Neonatal. 2014;99:189-95.
12. Podestá MCE, Del Arco MSN, Meléndez PGT, González BAC. Diagnóstico clínico de anquiloglossia, posibles complicaciones y propuesta de solución quirúrgica. Gac. Odontol. 2001;3(2):13-7.
13. Messner AH, Lalakea ML, Aby J, Macmahon J, Bair E. Ankyloglossia incidence and associated feeding difficulties. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2000;126(1):36-9.
14. Ballard JL, Auer CE, Khoury JC. Ankyloglossia: assessement, incidence, and effect of frenuloplasty on the breastfeeding dyad. Pediatrics. 2002;110(5):1-6.
15. Buryk M, Bloom D, Shope T. Efficacy of neonatal release of ankyloglossia: a randomized trial. Pediatrics. 2011;128(2):280-8.
16. Marchesan IQ. Frênulo da língua: classificação e interferência na fala. Rev. CEFAC. 2003;5(4):341-5.
17. Martinelli RLC, Marchesan IQ, Berretin-Felix G. Estudo Longitudinal das características anatômicas do frênulo lingual comparados com afirmações da literatura. Rev. CEFAC. 2014;16(4):1202-7.
18. Martinelli RLC, Marchesan IQ, Berretin-Felix G. Protocolo de avaliação do frênulo lingual para bebês: relação entre aspectos anatômicos e funcionais. Rev. CEFAC. 2013;15(3):599-610.
19. Ortiz GR, Magaña FG, López BSG. Aquiloglossia parcial (incompleta) reporte de um caso y revisión de la literatura. Rev ADM. 2009;65(2)42-7.
20. Braga LAS, Silva J, Pantuzzo CL, Motta AR. Prevalência de alteração no frênulo lingual e suas implicações na fala de escolares. Rev CEFAC. 2009;11(3):378-90.
21. Silva MC, Costa MLVCM, Nemr K, Marchesan IQ. Frênulo de língua alterado e interferência na mastigação. Rev. CEFAC. 2009;11(supl-3):363-9.
22. Witwytzkyj LP, Cordeiro MC, Coelho TTT. Análise clínica das propostas de classificação do frênulo da língua por índice e porcentagem. Rev. CEFAC. 2014;16(2):537-45.
23. Hogan M, Westcott C, Griffiths M. Randomized, controlled trial of division of tongue-tie in infants with feeding problems. J Pediatrics Child Health. 2005;41(5-6):246-50.
24. Castro KF, Souto CMRM, Rigão TVC, Garcia TR, Bustorff LACV, Braga VAB. Intercorrências mamárias relacionadas à lactação: estudo envolvendo puérperas de uma maternidade pública de João Pessoa, PB. Mundo Saúde. 2009;33(4):433-9.
25. Silvestre AALA. Identificação das dificuldades iniciais encontradas no aleitamento materno entre mães e bebês a termo [trabalho de conclusão de curso]. Goiânia (GO): Pontifícia Universidade Católica de Goiás, CEAFI; 2011.
Submetido em:
30/12/2015
Aceito em:
17/06/2016


