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Characterization of individuals with Acquired Brain Injury in working age

Caracterização de sujeitos com lesão cerebral adquirida em idade produtiva

Aline Sarturi Ponte; Elenir Fedosse

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Abstract

Purpose: to analyze the socio-demographic conditions, health conditions (including neurological diseases) of individuals with Acquired Brain Injury in working age, as well as their previous and current working conditions.

Methods: it is a descriptive study with a quantitative approach. Data were collected between June and December 2014, using a semi-structured interview.

Results: the study included 48 subjects with Acquired Brain Injury. The incidence among males (52.1%) and female (47.9%) was balanced; the average age at the time of injury was 48.7 years; 64.5% were married and 62.5% had incomplete elementary school; the occupation before the Acquired Brain Injury was domestic (18.7%); 47.9% of individuals were retired post-injury, only 6.3% returned to work and 93.7% would like to return. Concerning neurological impairments, 41.1% were affected by ischemic stroke (52.1% had aphasia and 52.2% right-sided hemiplegia). Physical health condition of 60.4% was considered moderate, while 58.3% considered the mental health as bad. 60.4% had never smoked and 93.7% stopped drinking alcohol after the injury. 62.5% were accompanied only by physiotherapy; 54.2% used some assistive resource. 58.4% of the leisure activities of the individuals were affected.

Conclusion: the average age of the individuals of this study is inferior to other national studies; the level of education is low; the previous occupations in relation to the lesion were low financial income and the retirement post-injury rate is high. Neurological sequelae negatively impact on life/health of individuals, and therapeutic resources are incomplete.

Keywords

Stroke; Aphasia; Hemiplegia; Retirement; Return to Work

Resumo

Objetivo: analisar as condições sociodemográficas e de saúde (inclusive os agravos neurológicos) de sujeitos com LEA em idade produtiva, bem como suas condições pregressas e atuais de trabalho.

Métodos: estudo de natureza descritiva e de abordagem quantitativa. Os dados foram coletados entre junho e dezembro de 2014, por meio de uma entrevista semiestruturada.

Resultados: participaram do estudo 48 sujeitos com Lesão Cerebral Adquirida; a incidência entre o sexo masculino (52,1%) e feminino (47,9%) foi equilibrada; a média de idade, no momento da lesão, foi de 48,7 anos; 64,5% eram casados; 62,5% possuíam Ensino Fundamental Incompleto; a ocupação anterior à lesão mais frequente foi a de doméstica (18,7%); 47,9% dos sujeitos foram aposentados após a lesão, 6,3% voltaram ao trabalho, e 93,7% gostariam de retornar. Quanto aos comprometimentos neurológicos, 41,1% foram acometidos por Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (52,1% apresentaram afasia, e 52,2% tiveram hemiplegia direita). A condição de saúde física de 60,4% foi considerada moderada; 58,3% avaliaram sua saúde mental como ruim; 60,4% nunca fumaram; e 93,7% pararam de ingerir álcool após a lesão. Notou-se, ainda, que 62,5% dos sujeitos eram acompanhados somente por fisioterapeutas e que 54,2% usavam algum recurso assistivo. Ademais, as atividades de lazer de 58,4% dos sujeitos estavam prejudicadas.

Conclusão: a média de idade dos sujeitos deste estudo é inferior a outros estudos nacionais; o nível de escolaridade é baixo; as ocupações anteriores à lesão eram de baixo rendimento financeiro; e o índice de aposentadoria após a lesão foi alto. As sequelas neurológicas impactam, assim, negativamente a vida/saúde dos sujeitos, condição agravada pelo fato de os recursos terapêuticos serem incompletos.

Palavras-chave

Acidente Vascular Cerebral; Afasia; Hemiplegia; Aposentadoria; Retorno ao Trabalho

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Submetido em:
03/11/2015

Aceito em:
13/07/2016

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