Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-0216201618216315
Revista CEFAC
Original Articles

Intracranial hemorrhage and central auditory disorders in neonates

Avaliação do sistema nervoso auditivo central em neonatos com Hemorragia peri intraventricular

Rosanna Giaffredo Angrisani; Ana Micheline Costa Fagá; Ana Lucia Goulart; Marisa Frasson de Azevedo

Downloads: 0
Views: 310

Abstract

Purpose: to verify the occurrence of Intracranial hemorrhage in preterm infants undergoing neonatal intensive care, characterizing the occurrence of central hearing impairment in this population and its variation depending on the degree of hemorrhage.

Methods: a longitudinal retrospective study. Of the 719 premature infants, 46 (6.4%) had peri-intraventricular hemorrhage. 84 patients were selected, and divided into two groups: a study group, consisted of 42 with hemorrhage, and a control group, consisted of 42 without peri-intraventricular hemorrhage. All had transient evoked otoacoustic emissions present, and underwent brainstem auditory evoked potential investigation during hospitalization and were followed for two years, through behavioral assessment of hearing.

Results: there was a higher incidence of central alteration in the study group (33.4%) compared to the control group (4.8%), characterized by increased latency of waves III and V and interpeak interval IV. The auditory central alteration was higher in preterm infants with hemorrhage grade II, III and IV in the degree I, being significant.

Conclusion: The occurrence of peri-intraventricular hemorrhage was 6.4%. The occurrence of central alteration was 33.4% and varied with the hemorrhage degree: children with hemorrhage grades II, III and IV showed higher occurrence of central alteration in relation to the ones with hemorrhage grade I. In audiological follow-up, central hearing impairment remained at 51.85% of children who already had this alteration since birth.

Keywords

Intracranial Hemorrhages; Hearing; Infant, Newborn; Evoked Potentials, Auditory, Brain Stem

Resumo

Objetivo: verificar a ocorrência de Hemorragia peri intraventricular em recém-nascidos prematuros submetidos a cuidados intensivos neonatais, caracterizando a ocorrência de alteração auditiva central nessa população e sua variação em função do grau de hemorragia.

Métodos: estudo longitudinal, retrospectivo. Dos 719 recém-nascidos prematuros, 46 (6,4%) apresentaram hemorragia peri-intraventricular. Foram selecionados 84 neonatos, distribuídos em Grupo Estudo formado por 42 com Hemorragia e Grupo Controle, com 42 sem Hemorragia Peri-intraventricular. Todos tiveram emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente presentes e foram submetidos à pesquisa do potencial evocado auditivo de tronco encefálico no período de internação e acompanhados durante dois anos, por meio de avaliação comportamental da audição.

Resultados: houve maior ocorrência de alteração central no Grupo Estudo (33,4%) em relação ao Grupo Controle (4,8%), caracterizada pelo aumento de latência das ondas III e V e intervalo interpico I-V. Houve maior ocorrência de alteração auditiva central nos prematuros com hemorragia graus II, III e IV em relação ao grau I.

Conclusão: A ocorrência de Hemorragia peri intraventricular foi de 6,4%. A ocorrência de alteração central foi de 33,4% e variou em função do grau da hemorragia: crianças com Hemorragia graus II, III e IV, apresentaram maior ocorrência de alteração central em relação às de grau I. No monitoramento audiológico, a alteração auditiva central manteve-se em 51,85% das crianças que já apresentavam tal alteração ao nascimento.

Palavras-chave

Hemorragia Intracraniana; Audição; Recém-Nascido; Potenciais Evocados Auditivos do Tronco Encefálico

References

1. Assis MC, Machado HR. Ecografia Transfontanelar com fluxo a cores em recém-nascidos prematuros. Arq Neuropsiquiatr. 2004;62:68-74.

2. Marba ST, Caldas JP, Vinagre LE, Pessoto MA. lncidence of periventricular/intraventricular hemorrhage in very low birth weight infants: a 15-year cohort study. J Pediatr. 2011;87:505-11.

3. Goulart AL. Caracterização da população neonatal. In: Kopelman BI, Santos AMN, Goulart AL, Almeida MFB, Miyoshi MH, Guinsburg R, eds. Diagnóstico e tratamento em neonatologia. 1ª ed. São Paulo: Atheneu; 2004. p. 3-11.

4. Airoldi MJ, Silva SBC, Souza RCT. Avaliação de recém–nascidos pré termo com Hemorragia Peri intraventricular e/ou leucomálacia Peri ventricular. Rev Neurocienc. 2009;17:24-9.

5. Papile LA, Burstein R, Koffler H. Incidence and evolution of subependymal and intraventricular hemorrhage: a study of infants with birth weights less than 1,500 gm. J Pediatr. 1978;92:529-34.

6. Ment LR, Bada HS, Barnes P, Grant PE, Hirtz D, Papile LA, et al. Practice parameter: neuroimaging of the neonate. Report of the Quality Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology and the Practice Committee of the Child Neurology Society. Neurology. 2002;58:1726-38.

7. Tiensoli LO, Figueiredo Goulart LMH, Resende LM, Colosimo EA. Triagem auditiva em hospital público de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil: deficiência auditiva e seus fatores de risco em neonatos e lactentes. Cad. Saúde Pública. 2007;23(6):1431-41.

8. Azevedo MF. Avaliação Audiológica no primeiro ano de vida. In: Lopes Filho O. Novo Tratado de Fonoaudiologia. 3ª ed. São Paulo: Manole; 2013.p.149-65.

9. Pereira PKS, Martins AS, Vieira MR, Azevedo MF. Programa de triagem auditiva neonatal: associação entre perda auditiva e fatores de risco. Pró-Fono R Atual Cient. 2007;19(2):267-78.

10. Angrisani RMG, Luiz CBL, Sousa EC, Azevedo MF. "Diagnóstico audiológico em recém-nascidos com Hemorragia Peri intraventricular". In: Anais do 19º Congresso Brasileiro e 8º Internacional de Fonoaudiologia. São Paulo/SP, 30 de outubro a 02 de novembro de 2011. Suplemento Especial da Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2011. p.1265.

11. Siegel S, Castellan Jr. NJ. Estatística não paramétrica Para as Ciências do Comportamento. 2ª ed. São Paulo: Penso, 2006.

12. Vieira EP, Miranda EC, Azevedo MF, Garcia MV. Ocorrência dos indicadores de risco para a deficiência auditiva infantil no decorrer de quatro anos em um programa de triagem auditiva neonatal de um hospital público. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2007;12(3):214-20.

13. Fanaroff AA, Stoll BJ, Wright LL, Carlo WA, Ehrenkranz RA, Stark AR, et al. Trends in neonatal morbidity and mortality for very low birthweight infants. Am J Obstet Gynecol. 2007;196:147. e1-8.

14. Zanchetta S. Estudo comparativo em crianças nascidas pré-termo sem e com Hemorragia-Peri intraventricular de 0 a 24 meses de idade. [dissertação]. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo. Escola Paulista de Medicina; 1997.

15. Marinho RS, Cardoso LA, Idalga GF, Jucá SSH. Hemorragia periventricular, intraventricular e mecanismo à lesão em recém-nascidos pré-termos. Acta fisiátrica. 2007;14(3):154-8.

16. Abreu LC, Souza AMB, Oliveira AG, Selestrin CC, Guerra MSB, Ferreira C, et al. Incidência de hemorragia peri-intraventricular em recém-nascidos pré-termo e a relação com o peso ao nascer. Rev Bras Crescimento Desenvolv Hum. 2007;17(2):24-30.

17. Vollmer B, Roth S, Baudin J, Stewart AL, Neville BGR, Wyatt JS. Predictors of long-term outcome in very preterm infants: gestacional age versus neonatal cranial ultrasound. Pediatrics. 2003;112:1108-14.

18. Lima GML, Marba STM, Santos MFC. Avaliação auditiva em recém-nascidos internados em unidade de terapia intensiva e de cuidados intermediários: Triagem e acompanhamento ambulatorial. Rev Ciênc Méd. 2005;14:147-56.

19. Gaspardo CM, Martinez FE, Linhares MB. Cuidado ao desenvolvimento: Intervenção de proteção ao desenvolvimento inicial do recém-nascido pré-termo. Rev Paul Pediatr. 2010;28(1):77-85.

20. Onoda RM, Azevedo MF, Santos AMN. Triagem auditiva neonatal: ocorrência de falhas, perdas auditivas e indicadores de risco. Braz J Otorhinolaryngol. 2011;77(6):775-83.

21. Azevedo MF. Desenvolvimento auditivo de crianças normais e de Alto Risco [tese]. São Paulo. Universidade Federal de São Paulo; 1993.

22. Basseto MCA. Crianças nascidas pré-termo e de baixo peso: estudo de aspectos auditivos. [tese]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 1994.

23. Luiz CBL, Azevedo MF. Correlação entre as habilidades auditivas no primeiro ano de vida e o diagnostico de linguagem em prematuros [monografia]. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo; 2010.

24. Pinheiro MMC, Azevedo MF, Vieira MM, Gomes M. Crianças nascidas pré-termo: comparação entre o diagnóstico do desenvolvimento auditivo com o diagnóstico neurológico. Fono Atual. 2004;7(27):32-42.


Submitted date:
10/06/2015

Accepted date:
01/12/2016

6a1b0bb0a953957b6e40e052 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections