Self-perception and auditory-perceptual evaluation of voice in teachers from municipal schools
Autopercepção e avaliação perceptivoauditiva da voz de professores de escolas municipais
Elen Souza Carregosa; Vanessa Luisa Destro Fidêncio Silva; Andrezza Lemos Brito; Rodrigo Dornelas; Roxane de Alencar Irineu
Abstract
Purpose: to correlate the data of the speech-language pathology auditory-perceptual evaluation and self-perception of the glottic function of teachers from municipal schools.
Methods: the sample consisted of 52 teachers of both genders, working in elementary education and primary education of municipal schools, aged between 24 and 54 years. Data were collected through the application of the self-assessment questionnaire Glottal Function Index (GFI), and the Consensus Auditory-Perceptual Evaluation of Voice (CAPE-V). The Pearson, the point-biserial, the Phi and Kendall correlation coefficients were used for statistical analysis.
Results: when comparing the GFI results with age, there was a low correlation. The same was found in relation to gender of the volunteers. The correlation between the GFI and the CAPE-V protocol revealed a low correlation between the parameters. The vocal symptoms most cited by the teachers were "vocal fatigue" and "voice cracks or sounds different".
Conclusion: the low correlation between the self-assessment and the auditory-perceptual evaluation suggests that the teachers are not perceptive to voice problems, possibly because of becoming used to it. Even so, the use of both assessments together is fundamental to characterize the voice symptoms of these professionals.
Keywords
Resumo
Objetivo: correlacionar dados da análise fonoaudiológica perceptivoauditiva e da autopercepção da função glótica de professores de escolas municipais.
Métodos: a amostra foi constituída por 52 professores de ambos os sexos, que lecionam na Educação infantil e fundamental de escolas municipais, na faixa etária compreendida entre 24 e 54 anos. Os dados foram coletados por meio da aplicação do questionário de autoavaliação Índice de Função Glótica (IFG) e do Protocolo Consenso da Avaliação Perceptivoauditiva da Voz (CAPE-V). Para a análise estatística foram utilizados o coeficiente de correlação de Pearson, o ponto bisserial, o Phi e o de Kendall.
Resultados: ao comparar os resultados do IFG com a idade, observou-se uma baixa correlação. O mesmo foi encontrado em relação ao sexo dos voluntários. A correlação entre o IFG e o protocolo CAPE-V revelou uma baixa correlação entre os parâmetros avaliados. Os sintomas vocais mais referidos pelos professores foram "fadiga vocal" e "voz quebra ou está diferente".
Conclusão: a baixa correlação entre a autoavaliação e a avaliação perceptivoauditiva sugere que os professores não se mostram sensíveis aos problemas de voz, possivelmente, pelo costume com o mesmo. Ainda assim, o uso das duas avaliações em conjunto é fundamental para caracterizar os sintomas vocais desses profissionais.
Palavras-chave
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Submetido em:
17/06/2015
Aceito em:
11/02/2016


