Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-021620161821015
Revista CEFAC
Artigos Originais

Rapid automatized naming in students of 1st year of elementary school

Nomeação automatizada rápida em escolares do 1º ano do ensino fundamental

Gabriela Ferreira Salgado de Araujo; Tatiana Lessa Ferreira; Sylvia Maria Ciasca

Downloads: 0
Views: 293

Abstract

Purpose: to evaluate Rapid Automatized Naming speed in 6 and 7 year-old students of the 1st grade of Elementary School and to evaluate the difference of performance among the subtests of colors, letters, numbers and objects.

Methods: this is a cross-sectional, non-experimental study, in which 30 children participated, of both genders, aged between 6 and 7 years, enrolled in the 1st year of Elementary School. The Rapid Automatized Naming Test (RAN) was applied, composed of the subtests for naming colors, digits, letters and objects.

Results: in this study, no significant differences were verified between genders. The averages between genders were compared by the Mann-Whitney test, with no significant differences for all tests. The averages by age were compared by the Mann-Whitney test and significant differences were verified for all tests of colors and letters. In the other subtests there were no significant differences. It is noted that the average performance among the four subtests indicated that the speed of rapid automatized naming was better among the subjects aged 7 years.

Conclusion: the assessment of the speed of Rapid Automatized Naming in students aged 6 and 7 years, attending the 1st year of Elementary School, presented differences in performance regarding age, with the 7 year-old students presenting better performance, and there was no difference between genders.

Keywords

Education; Language; Learning

Resumo

Objetivo: avaliar a velocidade de Nomeação Automatizada Rápida em escolares de 6 e 7 anos, frequentadores do 1º ano do ensino fundamental e avaliar a diferença de desempenho nos subtestes de cores, letras, números e objetos.

Métodos: trata-se de um estudo transversal, não experimental, no qual participaram 30 crianças do gênero masculino e feminino, com idade entre 6 anos e 7 anos, matriculadas no 1º ano do ensino fundamental. Foi aplicado o Teste de Nomeação Automatizada Rápida (Rapid Automatized Naming – RAN), composto dos subtestes de nomeação de cores, dígitos, letras e objetos.

Resultados: neste estudo, não foram verificadas diferenças significantes entre os gêneros. As médias entre os sexos foram comparadas pelo teste Mann-Whitney, não sendo verificadas diferenças significantes para todos os testes. As médias por idade foram comparadas pelo teste Mann-Whitney e foram verificadas diferenças significantes para todos os testes de cores e letras. Nos demais subtestes não houve diferenças significantes. Nota-se que a média de desempenho entre os quatro subtestes indicou que a velocidade de nomeação automatizada rápida foi melhor entre os sujeitos de 7 anos.

Conclusão: a avaliação da velocidade de Nomeação Automatizada Rápida em escolares de 6 e 7 anos, frequentadores do 1º ano do ensino fundamental, apresentou diferenças de desempenho quanto à idade, sendo que os escolares de 7 anos apresentaram melhor desempenho, e não houve diferença entre os gêneros.

Palavras-chave

Educação; Linguagem; Aprendizagem

Referências

1. Wolf M, Bowers PG. The double-deficit hypothesis for the developmental dyslexias. J Educ Psychol. 1999;91(3):415-38.

2. Cardoso-Martins C, Pennington BF. Qual é a contribuição da nomeação seriada rápida para a habilidade de leitura e escrita? evidência de crianças e adolescentes com e sem dificuldades de leitura. Psicologia: Reflexão e Crítica. 2001;14(2):387-97.

3. Pestun MSV. Consciência fonológica no início da escolarização e o desempenho ulterior em leitura e escrita: estudo correlacional. Estudos de Psicologia. 2005;10(3):407-12.

4. Denckla MB, Rudel RG. Rapid 'automatized' naming (R.A.N.): dyslexia differentiated from other learning disabilities. Neuropsychologia. 1976;14:471-9.

5. Manis FR, Doi LM, Bhadha B. Naming speed, phonological awareness, and orthographic knowledge in second graders. J Learn Disabil. 2000;33:325-33.

6. Wolf M, Bowers PG, Biddle K. Naming-speed processes, timing, and reading: a conceptual review. J Learn Disabil. 2000;33(4):387-407.

7. Ferreira TL, Capellini SA, Ciasca SM, Tonelotto JMF. Desempenho de escolares leitores proficientes no teste de nomeação automatizada rápida – RAN. Temas sobre Desenvolvimento. 2003;12(69):26-32.

8. Lervåg A, Hulme C. Rapid automatized naming (RAN) taps a mechanism that places constraints on the development of early reading fluency. Psychol Sci. 2009;20(8):1040-8.

9. Capovilla AGS, Capovilla FC. Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. São Paulo: Memnon. Educação; 2000.

10. Capovilla AGS, Dias NM, Montiel JM. Desenvolvimento dos componentes da consciência fonológica no ensino fundamental e correlação com nota escolar. Psico-USF. 2007;12(1):55-64.

11. Pestun MSV, Ciasca SM, Gonçalves VMG. A importância da equipe interdisciplinar no diagnóstico de dislexia do desenvolvimento. Arq Neuropsiquiatr. 2002;60:328-32.

12. Capovilla AGS, Gütschow CRD, Capovilla FC. Habilidades cognitivas que predizem competência de leitura e escrita. Psicol Teor Prát. 2004;6(2):13-26.

13. Salles JF, Parente MAMP. Variáveis que afetam a compreensão de leitura textual: efeito de séries escolar e tipo de escola. Estudos de Linguística Galega. 2011;3:25-43.

14. Pestun MSV, Omote S. Estudo psicométrico de instrumento para a identificação de problemas de leitura. Estudos de Psicologia. 2006;23(3):217-26.

15. Capellini SA, Ciasca SM. Avaliação da consciência fonológica em crianças com distúrbio específico de leitura e escrita e distúrbio de aprendizagem. Temas sobre Desenvolvimento. 2000;8(48):17-23.

16. Capovilla FC, Capovilla AGS, Soares JVT. Consciência sintática no ensino fundamental: correlações com consciência fonológica, vocabulário, leitura e escrita. Psico-USF. 2004;9(1):39-47.

17. Snowling MJ, Hulme C. A linguagem escrita, o desenvolvimento da leitura e os transtornos do desenvolvimento da linguagem. In: Snowling MJ, Hulme C. A ciência da leitura. Porto Alegre: Penso; 2013. p.394-410.

18. Capellini SA, Conrado TLBC. Desempenho de escolares com e sem dificuldades de aprendizagem de ensino particular em habilidade fonológica, nomeação rápida, leitura e escrita. Rev CEFAC. 2009;11(2):183-93.

19. Andrade OVCA, Andrade PE, Capellini SA. Caracterização do perfil cognitivo-linguístico de escolares com dificuldades de leitura e escrita. Psicol. Reflex. Crit. 2014;27(2):358-67.

20. Bicalho LGR, Alves LM. A nomeação seriada rápida em escolares com e sem queixas de problemas de aprendizagem em escola pública e particular. Rev CEFAC. 2010;12(4):608-16.

21. Ferreira TL, Capellini SA, Ciasca SM, Tonelotto JMF. Desempenho de escolares leitores proficientes no teste de nomeação automatizada rápida – RAN. Temas sobre Desenvolvimento. 2003;12(69):26-32.

22. Capellini SA, Ferreira TL, Salgado CA, Ciasca SM. Desempenho de escolares bons leitores, com dislexia e com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em nomeação automática rápida. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol. 2007;12(2):114-9.

23. Wolf M. Rapid alternating stimulus naming in the developmental dyslexias. Brain and Language. 1986;27(2):360-79.

24. Cunningham AE, Stanovich KE. Early reading acquisition and its relation to reading experience and ability 10 years later. Developmental Psychology. 1997;33(6):934-45.

25. Wolf M, Bowers PG. The question of naming-speed deficits in developmental reading disability: an introduction to the double-deficit hypothesis. Journal of Learning Disabilities. 2000;33(4):322-4.

26. Justi CNG, Roazzi A. A contribuição de variáveis cognitivas para a leitura e a escrita no Português Brasileiro. Psicol. Reflex. Crit. 2012;25(3):605-14.

27. Ferreira TL, Capellini SA. Eficácia do programa de remediação fonológica e leitura no distúrbio de aprendizagem. Pró-Fono Revista de Atualização Cientifica. 2010;22(2):131-8.

28. Bowers PG, Wolf M. Theoretical links among naming speed, precise timing mechanisms and orthographic skill in dyslexia. Reading and Writing. 1993;5(1):69-85.

29. Wolf M. Naming speed and reading: the contribution of the cognitive neurosciences. Reading Research Quarterly. 1991;26(2):123-41.

30. Bowers PG, Swanson LB. Naming speed deficits in reading disability: multiple measures of a singular process. J Exp Child Psychol. 1991;51(2):195-219.

31. Cardoso-Martins C, Pennington BF. Qual é a contribuição da nomeação seriada rápida para a habilidade de leitura e escrita? evidência de crianças e adolescentes com e sem dificuldades de leitura. Psicologia: Reflexão e Crítica. 2001;14(2):387-97.


Submetido em:
18/06/2015

Aceito em:
18/01/2016

6a1b1370a9539502250a1c54 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections