Clinical swallowing assessment in the diagnosis of silent aspiration
Avaliação clínica da deglutição no diagnóstico da aspiração silente
Mariana Zerbetto Fabricio; Aline Cristina Pacheco-Castilho; Octavio Marques Pontes-Neto; Roberto Oliveira Dantas
Abstract
Purpose: to identify, in the clinical assessment of swallowing, signs indicating silent aspiration in ischemic stroke patients.
Methods: forty-six patients were assessed, 17 days being the mean time elapsed from the stroke to the swallowing assessment. The clinical assessment encompassed structural and functional aspects, oximetry monitoring, and cervical auscultation. During the videofluoroscopy examination, the patients were also monitored with pulse oximetry. In both assessments, the patients were given 100 ml of liquid. In the statistical analysis, the exact logistic regression test and odds ratio calculation were used, with a 0.05 significance level.
Results: seven, out of the 46 patients, presented aspiration, which was silent in six of them. Change in the cervical auscultation, in the clinical assessment (OR: 18.8; 95% CI: 1.2 - 1000, p = 0.03), was associated with silent aspiration, as detected in the videofluoroscopy. The hawking present in the analysis of the recording (OR: 12.2; 95% CI: 1.23 - ∞, p = 0.03), was associated with possible non-silent laryngotracheal penetrations and aspirations. No change was identified regarding oxygen saturation in patients presented with silent aspiration.
Conclusion: the change in cervical auscultation observed in the clinical assessment can indicate silent aspiration in patients affected by an ischemic stroke.
Keywords
Resumo
Objetivo: identificar sinais na avaliação clínica da deglutição que indiquem aspiração silente em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico.
Métodos: foram avaliados 46 pacientes. O tempo médio entre a ocorrência do acidente e a avaliação da deglutição foi de 17 dias. A avaliação clínica abarcou aspectos estruturais e funcionais, monitoração da oximetria e ausculta cervical. Durante o exame de videofluoroscopia os pacientes foram monitorados por meio da oximetria de pulso. Em ambas avaliações os pacientes ingeriram 100 ml de líquido. Na análise estatística foi utilizado o teste de regressão logística exata e o cálculo do Odds Ratio (OR), com nível de significância de 0,05.
Resultados: dos 46 pacientes, sete apresentaram aspiração, sendo silente em seis. A alteração da ausculta cervical na avaliação clínica (OR: 18,8; IC 95%: 1,2 - 1000, p=0,03) associou-se à aspiração silente detectada na videofluoroscopia. O pigarro presente na análise da filmagem (OR: 12,2; IC 95%: 1,23 - ∞, p=0,03) foi associado a possíveis penetrações e aspiração laringotraqueais não silentes. Não foi identificada alteração no nível de saturação de oxigênio nos pacientes com aspiração silente.
Conclusão: alteração da ausculta cervical observada na avaliação clínica pode indicar aspiração silente em pacientes acometidos por acidente vascular cerebral isquêmico.
Palavras-chave
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Submetido em:
25/06/2020
Aceito em:
24/09/2020


