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https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-0216/20202244819
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Self-perception of voice in transgender people

Autopercepção vocal de pessoas transexuais

Brígida Gabriele Albuquerque Barra; Úrsula Maria de Araújo Silva Gusmão; Ana Nery Barbosa de Araújo

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Abstract

Purpose: to describe the transgender people’s self-perception of voice.

Methods: a total of 60 people participated in this cross-sectional study. They attended a reference outpatient center for the health of lesbians, gays, bisexuals, and transgender people. The data collection consisted of self-administered questionnaires, a participant’s profile questionnaire, and a voice self-assessment questionnaire.

Results: most of the interviewees were young people who had never visited a speech-language-hearing therapist with the Public Health System (Sistema Único de Saúde); in general, they expressed interest in having such attention. The answers revealed an impact in the axes assessed, namely: “use of the voice in social life”, “mischaracterization of gender, due to the voice”, and “indication of dysphonia”. Voice symptom characteristic of dysphonia was also identified in some people.

Conclusion: transgender people are unsatisfied with their voices, which is an element that hinders the perception of the identified gender. It also has repercussions in their social, emotional, labor, and interpersonal lives. Hence, it is important to include speech-language-hearing therapy in the transgendering process, which is desired by most of the transgender people.

Keywords

Voice; Transgender Persons; Self Concept; Gender Identity

Resumo

Objetivo: descrever a autopercepção vocal de transsexuais.

Métodos: participaram do estudo transversal 60 pessoas transexuais, que frequentaram um ambulatório de referência a saúde de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais. A coleta de dados consistiu em aplicação de questionários autodirigidos, um questionário para o levantamento de perfil dos participantes e questionários de autoavaliação vocal.

Resultados: a maioria dos entrevistados eram jovens, que nunca tiveram atendimento no Sistema Único de Saúde por fonoaudiólogos e, de forma generalizada, apresentaram interesse nesse atendimento. As respostas mostraram impacto nos três eixos avaliados, que foram, “uso da voz na vida social”, “descaracterização de gênero causada pela voz” e “indicativo de alguma disfonia”. Também foi possível identificar em algumas pessoas a presença de sintomas vocais característicos de disfonias.

Conclusão: pessoas transexuais têm insatisfações com relação a suas vozes, sendo a voz como elemento que prejudica a percepção de gênero identificado, havendo, também, repercussões em sua vida social, emocional, laboral e interpessoal. Sendo assim, é importante a inclusão do fonoaudiólogo no processo transexualizador, sendo esse atendimento pretendido pela maioria das pessoas transexuais.

Palavras-chave

Voz; Pessoas Transgênero; Autoimagem; Identidade de Gênero

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Submitted date:
22/07/2019

Accepted date:
14/07/2020

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