Challenges in the work process in the Family Health Strategy
Desafio do processo de trabalho na Estratégia Saúde da Família
Eduardo Costa; Fabiane Ferraz; Letícia Lima Trindade; Jacks Soratto
Abstract
Purpose: to analyze the work process of the Family Health teams in the municipality of Caxias do Sul, in Rio Grande do Sul State, Brazil.
Methods: this is a qualitative, descriptive and exploratory research conducted in four Family Health Strategy (FHS) units, with the participation of 22 health professionals. The data were collected through a semi-structured interview and analyzed through the theme content analysis, aided by the Atlas.ti software.
Results: the results were organized in three categories: (1) Roles, reality and idealization of working in the FHS, in which health prevention and curative practices appeared as the focus of the work process; (2) Elements of working in the FHS, which dealt with the purpose of the work connected to health prevention, related instruments, hard technologies and work object, in relation to professional specificities; and (3) Challenges and perspectives of working in the FHS, which emphasizes the fragilities, due to the shortage of professionals and the need for managerial improvement, as well as commitment and teamwork as potentialities.
Conclusion: in the work process in health, the preventive professional actions with curative focus were predominant. The challenges were centered on redirecting the work process toward the Family Health approach.
Keywords
Resumo
Objetivo: analisar o processo de trabalho das equipes de Saúde da Família no município de Caxias do Sul, RS, Brasil.
Métodos: trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória. O estudo foi realizado em quatro Estratégia Saúde da Família (ESF) e participaram 22 profissionais de saúde. Os dados foram coletados por entrevista semiestruturada e analisados pela análise de conteúdo temática, com auxílio do software Atlas.ti.
Resultados: foram organizados em três categorias: (1) Funções, realidade e idealização do trabalho na ESF, sendo a prevenção a saúde e as práticas curativistas apareceram como foco do processo de trabalho; (2) Elementos do trabalho na ESF, contemplou a finalidade do trabalho ligada à prevenção das doenças, os instrumentos vinculados as tecnologias duras e objeto de trabalho, relacionada as especificidades profissionais; e, (3) Desafios e perspectivas do trabalho na ESF, os quais enfatizam as fragilidades pela falta de profissionais e a necessidade de melhorias na gestão, bem como, o comprometimento e o trabalho em equipe como potencialidades.
Conclusão: no processo de trabalho em saúde predominaram as ações profissionais preventivas com foco curativista, com desafios centrados no redirecionamento do processo de trabalho na lógica da Saúde da Família.
Palavras-chave
Referências
**What patterns do you observe in how scientific articles organize their supporting evidence, especially in the final sections?** Let's examine this new article together with care and precision.
**Have you noticed where the complete "REFERENCES" section is located?** After checking every page from 1 to 13 of this document, the full numbered list of references appears on pages 12 and 13. No references are missing, and the complete set is presented below exactly as found in the article.
Here is the complete set of all bibliographic references, extracted from first to last without omission, each in a new paragraph with numbering incorporated directly into the text:
1. Pagliosa FL, Da Ros MA. O relatório Flexner: para o bem e para o mal. Rev. bras. educ. med. 2008;32(4):492-9.
2. Santos DS, Michima SM, Merhy EE. Processo de trabalho na Estratégia de Saúde da Família: potencialidades da subjetividade do cuidado para reconfiguração do modelo de atenção. Ciênc. saúde coletiva. 2018;23(3):861-70.
3. Pinto LF, Giovanella L. Do programa à Estratégia Saúde da Família: expansão do acesso e redução das internações por condições sensíveis à atenção básica. Ciênc. saúde coletiva. 2018;23(6):1903-13.
4. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília. 21 set 2017.
5. Macinko J, Mendonça CS. Estratégia Saúde da Família, um forte modelo de Atenção Primária à Saúde que traz resultados. Saúde debate. 2018;42(1):18-37.
6. Peduzzi M. O SUS é interprofissional. Interface. 2016;20(56):199-201.
7. Abrahão LA, Merhy EE. Formação em saúde e micropolítica: sobre conceitos-ferramentas na prática de ensinar. Interface. 2014;18(49):985-93.
8. Abreu TFK, Amendola F, Trovo MM. Tecnologias relacionais como instrumentos para o cuidado na Estratégia Saúde da Família. Rev. Bras. Enferm. 2017;70(5):981-7.
9. Peduzzi M. Trabalho em equipe. In: Pereira IB, Lima JC (orgs). Dicionário da educação profissional em saúde. 2 ed. Rio de Janeiro: EPSJV, 2008. [cited 2018 aug 25]. p. 419-26. Available from: http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/traequ.html.
10. Friese S, Soratto J, Pires D. Carrying out a computer-aided thematic content analysis with ATLAS. MMG Working Paper. 2018;18(2):1-30.
11. Marx K. O capital: crítica da economia política. Livro I. 30ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 2012.
12. Dejours C. Psicodinâmica do trabalho e teoria da sedução. Psicol. Estud. 2012;17(3):363-71.
13. Nogueira MI. Trabalho em saúde e trabalho médico: especificidades e convergências. Rev. bras. educ. med. 2012;36(3):414-22.
14. De Brito GEG, Mendes ACG, Santos Neto PM. O objeto de trabalho na Estratégia Saúde da Família. Interface. 2018;22(64):77-86.
15. Malta DC, Merhy EE. Micropolítica do processo de trabalho em saúde: revendo alguns conceitos. Rev. Min. Enf. 2003;7(1):61-6.
16. Peduzzi M, Schraiber LL. Processo de trabalho em saúde. In: Pereira IB, Lima JC (orgs). Dicionário da educação profissional em saúde. 2 ed. Rio de Janeiro: EPSJV, 2008. [cited 2018 aug 25]. p. 320-328. Available from: http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/protrasau.html
17. Brasil. Ministério da Saúde. e-Gestor Atenção Básica. Histórico de Cobertura da Saúde da Família. [cited 2018 oct 12]. Available from: http://dab.saude.gov.br/portaldab/historico_cobertura_sf.php.
18. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização PNH. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2013.
19. Merhy EE, Franco TB. Reestruturação produtiva em Saúde. In: Pereira IB, Lima JC (orgs). Dicionário da educação profissional em saúde. 2 ed. Rio de Janeiro: EPSJV, 2008. [cited 2018 aug 25]. p. 358-3. Available from: http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/reeprosau.html
20. Soratto J, Pires DEP, Trindade LL, Oliveira JSA, Forte ECN, Melo TP. Insatisfação no trabalho de profissionais da saúde na Estratégia Saúde da Família. Texto Contexto Enferm. 2017;26(3):e2500016.
21. Lima C, Oliveira APS, Macedo BF, Dias OV, Costa SM. Relação profissional-usuário de saúde da família: perspectiva da bioética contratualista. Rev. bioét. 2014;22(1):152-60.
22. Gomes D, Ramos FRS. Solidariedade, aliança e comprometimento do profissional da saúde nas práticas do Sistema Único de Saúde (SUS): um debate bioético. Interface. 2017;13(1):100-3.
23. Carrapato L, Castanheira ERL, Placideli N. Percepções dos profissionais de saúde da atenção primária sobre qualidade no processo de trabalho. Saúde Soc. 2018;27(2):518-30.
Submetido em:
13/06/2019
Aceito em:
10/03/2020


