Speech-Language Pathology and Occupational Therapy interface: an integration of scientific knowledge
Interface Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional: integração de saberes científicos de campos de conhecimento
Elisandra Santos Mendes Garcia; Claudia Maria Simões Martinez; Mirela Oliveira Figueiredo
Abstract
Objective: to analyze the national scientific production of Speech-Language Therapy in the interface with Occupational Therapy (OT) based on an integrative literature review.
Methods: a selection of articles published in Brazilian journals in the field of Occupational Therapy: Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional of UFSCar, Revista de Terapia Ocupacional of USP, Revista Baiana da Terapia Ocupacional and Revista Interinstitucional Brasileira de Terapia Ocupacional with the descriptors “speech therapy, speech therapist and speech-language therapy”. The sample, consisting of 10 articles, was analyzed with quantitative and qualitative procedures.
Results: the search showed publications from 2000 to 2017, with the largest number of articles in 2015. The main findings point to the language area as the most prevalent, revealing a connection between speech therapy and OT. Assistive Technology, particularly adopted with children, is a common field among the professional areas studied, with the highest incidence in the articles.
Conclusion: the analysis of the scientific production showed that the partnership between Speech-Language Therapy and OT appeared under different objectives and the public, as early intervention, actions in multiple disabilities, with the disabled child and their family, with autists in hippotherapy, in school inclusion and in assistive technology, the latter more frequently. These findings allowed reflections on the interdisciplinarity of both professions and fields of knowledge.
Keywords
Resumo
Objetivo: analisar a produção científica nacional brasileira da Fonoaudiologia na interface com a Terapia Ocupacional (TO), a partir de revisão integrativa da literatura.
Métodos: foi realizada seleção dos artigos publicados nos periódicos nacionais do campo da TO: Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional da UFSCar, Revista de Terapia Ocupacional da USP, Revista Baiana da Terapia Ocupacional e Revista Interinstitucional Brasileira de Terapia Ocupacional, com emprego dos descritores “fonoaudiologia, fonoaudiólogo e terapia fonoaudiológica”. Os artigos foram analisados quantitativa e qualitativamente.
Resultados: foram selecionadas 10 publicações entre 2000 e 2017, com maior quantidade no ano de 2015. Os principais achados apontam para a área da linguagem como a mais prevalente, revelando conexão entre Fonoaudiologia e TO. A Tecnologia Assistiva, particularmente com as crianças, constitui-se em um campo comum entre as profissões, com a maior frequência de aparição.
Conclusão: a análise da produção científica demonstrou que a parceria entre a Fonoaudiologia e a TO apareceu sob diferentes objetivos e públicos como intervenção precoce, ações na múltipla deficiência, com a criança deficiente e família, com autistas em equoterapia, na inclusão escolar e em tecnologia assistiva, este último com maior frequência. Tais achados possibilitaram reflexões sobre a interdisciplinaridade das duas profissões e campos de saberes.
Palavras-chave
References
1. Minayo MCS. Interdisciplinaridade: uma questão que atravessa o saber, o poder e o mundo vivido. Medicina. 1991;24(2):70-7.
2. Capazzolo AA, Casetto SJ, Imbrizi JM, Henz AO, Kinoshita RT, Queiroz MFF. Narrativas na formação comum de profissionais de saúde. Trab. Educ. Saúde. 2014;12(2):443-56.
3. Ferigollo JP, Kessler TM. Physiotherapy, speech, language and hearing sciences and occupational therapy - interdisciplinary practice in disorders of human communication. Rev. CEFAC. 2017;19(2):147-58.
4. Lopes RE, Malfitano APS, Oliver FC, Stair SC, Medeiros TJ. Pesquisa em terapia ocupacional. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo. 2010;21(3):207-14.
5. Carmem ASR. A interdisciplinariedade entre fonoaudiologia e psicologia. [dissertação]. Campinas (SP): Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Pontifícia Universidade Católica de Campinas; 2001.
6. Bello SF. Análise de redes de colaboração científica entre educação especial e fonoaudiologia. [tese]. São Carlos (SP): Programa de Pós-Graduação em Educação Especial. Universidade Federal de São Carlos; 2013.
7. Polatajko HJ, Davi J, Stewart D, Cantin N, Amoroso B, Purdie L et al. Specifying the domain of concern: Occupational as a core. In: Townsend EA, Polatajko HJ (eds). Enabling occupation II: advancing an occupational therapy vision for health, well-being, and justice through occupation. 2nd ed. Ottawa, Ontario: Canadian Association of Occupational Therapists; 2013. p. 13-36.
8. Law M. Learning by doing: creating knowledge for occupational therapy. WFOT Bulletin. 2010;62(1):12-8.
9. Penteado RZ. A linguagem no grupo fonoaudiológico: potencial latente para a promoção da saúde? [dissertação]. São Paulo (SP): Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo; 2000.
10. Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein. 2010;8(1 Pt 1):102-6.
11. Grant MJ, Booth A. A typology of reviews: an analysis of 14 review types and associated methodologies. Health Info Libr J. 2009;26(2):91-108.
12. Bardin L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
13. Gattás MLB. Interdisciplinaridade em cursos de graduação na área de saúde da universidade de Uberaba-Unilube [tese]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2005.
14. BRASIL. Tecnologia Assistiva. Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 2009. Disponível em: http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/publicacoes/tecnologia-assistiva. Acessado em 15 de julho de 2019.
15. American Speech Language Hearing Association, ASHA. Augmentative and alternative communication: knowledge and skills for service delivery, 2002. [acesso em 2019 Out 03]. Disponível em: URL: http://www.asha.org/policy/KS2002-00067.
16. Pelosi MB, Nunes LHOP. Formação em serviço de profissionais da saúde na área de tecnologia assistiva: o papel do terapeuta ocupacional. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. 2009;19(3):435-44.
17. Givigi RCN, Mudo BC, Diógenes BS, Santos IMF. As alterações de linguagem e seus sentidos: efeitos de um trabalho fonoaudiológico em rede. Cad. Bras. Ter. Ocup. UFSCar. 2015;23(1):163-75.
18. Manzini MG, Assis CP, Martinez CMS. Contribuições da Terapia Ocupacional na área da comunicação suplementar e/ou alternativa: análise de periódicos da terapia Ocupacional. Cad. Bras. Ter. Ocup. UFSCar, 2013; 21(1):59-73.
19. Pelosi MB. O papel do terapeuta Ocupacional na Tecnologia Assistiva. Cad. Bras. Ter. Ocup. UFSCar. 2005;13(1):39-45.
20. Manzini MG, Cruz DMC, Martinez CMS. Intervention in occupational therapy with alternative communication resources for persons with cerebral palsy: an integrative review. TJPRC: International Journal of Physiotherapy & Occupational Therapy. 2017;3(1):17-26.
21. Batorowicz B. Contribution of technology to communication quality: research and practices. In: Deliberatio D, Nunes DR, Gonçalves MJ (orgs). Trilhando Juntos a Communicacao Alternativa [Treading Together Alternative Communication]. Marilia, Brazil: APBEE, 2017. p.31-46.
22. Vaz SA. As redes de colaboração científica no Brasil [tese]. Porto Alegre (RS): Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação; 2009.
23. Fortuna CM. O trabalho de equipe numa unidade básica de saúde: produzindo e reproduzindo-se em subjetividades [dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem; 1999.
24. King TW. Assistive Technology - Essential Human Factors. Boston: Allyn and Bacon; 1999.
25. Schirmer CR, Fontoura DR, Nunes ML. Distúrbios da aquisição da linguagem e da aprendizagem. Jornal de Pediatria. 2004;80(2 Suppl):95-103.
26. Furlan PG, Campos IO, Meneses KVP, Ribeiro HM, Rodrigues LMM. A formação profissional de terapeutas ocupacionais e o curso de graduação da Universidade de Brasília, Faculdade de Ceilândia. Cad. Bras. Ter. Ocup. UFSCar. 2014;22(1):109-19.
27. Santos BS. Um discurso sobre as ciências na transição para uma ciência pós-moderna. Estudos Avançados. 1988;2(2):46-71.
28. Peruzzolo DL, Oliveira LD, Filheiro M, Souza APR. Contribuições à clínica da Terapia Ocupacional na área da intervenção precoce em equipe interdisciplinar. Cad. Bras. Ter. Ocup. UFSCar. 2015;23(2):295-303.
29. Bruneta R, Ferreira CL. Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia: uma visão interdisciplinar na múltipla deficiência. Cad. Bras. Ter. Ocup. UFSCar. 2000;8(2):94-102.
30. Givigi RCN, Mudo BC, Diógenes BS, Santos IMF. As alterações de linguagem e seus sentidos: efeitos de um trabalho fonoaudiológico em rede. Cad. Bras. Ter. Ocup. UFSCar. 2015;23(1):163-75.
31. Sant'Anna M, Deliberato D, Rocha A. Percepção do usuário de comunicação suplementar e alternativa e de seus interlocutores sobre o uso dos sistemas gráficos. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo. 2016; 27(3):322-8.
32. Pelosi M, Nunes L. A ação conjunta dos profissionais da saúde e da educação na escola inclusiva. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo. 2011;22(1):52-9.
33. Bender D, Guarany N. Efeito da equoterapia no desempenho funcional de crianças e adolescentes com autismo. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo. 2016;27(3):271-7.
34. Fonseca J, Cordani L, Oliveira M. Aplicação do inventário de avaliação pediátrica de incapacidade (PED) com crianças portadoras de paralisia cerebral tetraparesia espástica. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo. 2005;16(2):67-74.
35. Rocha A, Deliberato DD. Atuação do terapeuta ocupacional no contexto escolar: o uso da tecnologia assistiva para o aluno com paralisia cerebral na educação infantil. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo. 2013;23(3):263-7.
36. Givigi R, Santos A, Ramos G. Um novo olhar sobre participação da família no processo terapêutico. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo. 2011;22(3):221-8.
37. Souza BR, Lourenço GF, Calheiros DS. Concepção e utilização da tecnologia assistiva por profissionais da área da saúde. Rev. Interinst. Bras. Ter. Ocup. 2017;1(3):282-99.
Submitted date:
07/30/2019
Accepted date:
01/24/2020


