Revista CEFAC
https://revistacefac.org.br/article/doi/10.1590/1982-0216/201921419218
Revista CEFAC
Artigos Originais

Influence of the socioeconomic level on the temporal auditory resolution ability in adults

Influência do nível socioeconômico na habilidade auditiva de resolução temporal em adultos

Lidiane Bernardes Aguiar; Erika Karla Souza; Camila Karoline Souza Evangelista; Andressa Dias Soares Nunes; Karinna Rocha Alves Lima; Sheila Andreoli Balen

Downloads: 0
Views: 346

Abstract

Purpose: to verify the influence of the socioeconomic level on the temporal auditory resolution ability (Random Gap Detection Test - RGDT and Gaps in Noise - GIN) in adults.

Methods: the sample consisted of 40 adults, of both genders, aged from 18 to 30 years old, with audiological thresholds within normality standards and type A tympanometric curve. The subjects were divided into four groups according to the socioeconomic level – class A, B, C and D-E - assessed by the Brazil Criterion of Economic Classification (ABEP, 2018). Behavioral assessment of temporal resolution ability through RGDT and GIN tests was performed. The data were analyzed using descriptive and inferential statistics, with a significance level of 5% (p≤0.05).

Results: in the RGDT, the lowest socioeconomic class (D-E) presented a worse performance when compared to classes A, B and C; in the GIN test there was no statistically significant difference between socioeconomic classes.

Conclusion: this study points out that there is a difference in the performance of adults in the RGDT according to the socioeconomic level. However, no statistically significant differences were evidenced in the GIN test according to the socioeconomic levels.

Keywords

Hearing; Adult; Socioeconomic Factors; Auditory Perception; Hearing Tests

Resumo

Objetivo: verificar a influência do nível socioeconômico na habilidade auditiva de resolução temporal (Random Gap Detection Test - RGDT e Gaps in Noise - GIN) em adultos.

Métodos: a amostra foi composta por 40 adultos, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 30 anos, com limiares audiológicos dentro dos padrões de normalidade e curva timpanométrica do tipo A. Os sujeitos foram divididos em quatro grupos de acordo com o nível socioeconômico - classes A, B, C e D-E - avaliados pelo Critério de Classificação Econômica Brasil (ABEP, 2018). Foi realizada avaliação comportamental da habilidade de resolução temporal por meio dos testes RGDT e GIN. Os dados foram analisados ​​por meio de estatística descritiva e inferencial, com nível de significância de 5% (p≤0,05).

Resultados: no RGDT, a classe socioeconômica mais baixa (D-E) apresentou pior desempenho quando comparada às classes A, B e C; no teste GIN não houve diferença estatisticamente significante entre as classes socioeconômicas.

Conclusão: o presente estudo aponta que há diferença no desempenho de adultos no teste RGDT em função do nível socioeconômico. Entretanto, não foram evidenciadas diferenças estatisticamente significantes no teste GIN em função dos níveis socioeconômicos.

Palavras-chave

Audição; Adulto; Fatores Socioeconômicos; Percepção Auditiva; Testes Auditivos

Referências

1. Musiek EF, Chermak GD, Bamiou DE, Shinn J. Capd: the most common "hidden hearing loss". The ASHA Leader. 2018;23(3):6-9.

2. American Speech-Language-Hearing Association. (Central) auditory processing disorders-the role of the audiologist [Declaração de Posição]. 2005.

3. Balen AS, Santos TMM. Aspectos temporais da audição e percepção acústica da fala: revisão da literatura. In: Bevilacqua MC (org). Audiologia atual. São Paulo: Frontis; 1998. p. 57-82.

4. Musiek FE, Shinn J, Chermak GD, Bamiou DE. Perspectives on the pure-tone audiogram. J Am Acad. Audiol. 2017;7(28):655-71.

5. Musiek FE, Shinn JB, Jirsa R, Bamiou DE, Baran JA, Zaida E. GIN (Gaps-In-Noise) test performance in subjects with confirmed central auditory nervous system involvement. Ear Hear. 2005;26(6):608-18.

6. Keith RW. Random gap detection test. St. Louis: Auditec of St Louis Ltd.; 2000.

7. Carvalho BD, Andrade KCL, Silva SG, Peixoto GO, Carnaúba ATL, Menezes PL. Comparison of two tests of auditory temporal resolution in children with central auditory processing disorder, adults with psychosis, and adult professional musicians. Distúrb. Comun. 2015;27(3):658-60.

8. Samelli AG, Schochat E. Estudo da vantagem da orelha em teste de detecção de gap. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2008;74(2):235-40.

9. Zaidan E, Garcia AP, Tedesco MLF, Baran JA. Desempenho de adultos jovens normais em dois testes de resolução temporal. Pró-Fono R. Atual. Cient. 2008;20(1):19-24.

10. Majak J, Zamysłowska-Szmytkeet E, Rajkowska E, Śliwińska-Kowalska M. Auditory temporal processing tests – Normative data for polish-speaking adults. Medycyna Pracy. 2015;66(2):145-52.

11. Casaprima V, Jannelli A, Lobo M, Martínez E, Lizarraga A. Obtención de valores normativos en la evaluación de la función auditiva central. Rev Méd Rosario. 2013;79(2):73-7.

12. Braga BHC, Pereira LD, Dias KZ. Normality tests of temporal resolution: Random Gap Detection Test and Gaps-in-noise. Rev. CEFAC. 2015;17(3):836-46.

13. Balen SA, Boeno MRM, Liebel GA. influência do nível socioeconômico na resolução temporal em escolares. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol. 2010;15(1):7-13.

14. Ribas A, Vince AP, Fadel CBX, Almeida GVM. Results of a test of temporal resolution in elderly with different levels socioeconomic cultural. Global J Med. Res. 2015;15(1):29-32.

15. Kraus N, Anderson S. Low socioeconomic status linked to impaired auditory processing. Hear J. 2015;68(5):38-40.

16. Critério Brasil (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa) 2015/ atualização da distribuição de classes para 2016. [atualizada em 2016 Abril 11; Acesso em 1 jun. 2017]. Disponível em: http://www.abep.org/criterio-brasil.

17. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: síntese de indicadores. Rio de Janeiro. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 2014 / Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Coordenação de Trabalho e Rendimento. - Rio de Janeiro: IBGE. 2015 [atualizada em 2015 Set 26; acesso em 2017 Jul 01]. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv98887.pdf

18. Jeger J. Clinical experience with impedance audiometry. Arch Otolaryngol. 1970;92(4):311-24.

19. Skoe E, Krizman J, Kraus N. The impoverished brain: disparities in maternal education affect the neural response to sound. J Neurosci. 2013;33(44):17221-31.

20. Becker KT, Costa MJ, Lessa AH, Rossi AG. Teste SSW em escolares de 7 a 10 anos de dois distintos níveis socioeconômico-culturais. Arquivos Int Otorrinolaringol. 2011;15(3):338-45.

21. Weihing JA, Musiek FE, Shinn JB. The effect of presentation level on the Gaps-In-Noise (GIN) test. J Am. Acad. Audiol. 2007;18(2):141-50.

22. Balen SA, Liebel G, Boeno MRM, Mottecy CM. Resolução temporal de crianças escolares. Rev. CEFAC. 2009;11(1):52-61.

23. Musiek FE, Zaidan EP, Baran JA, Shinn JB, Jirsa RE. Assessing temporal processes in adults with LD: the GIN test. Convention of American Academy of Audiology; 2004; Salt Lake.

24. Alves WA, Rei TG, Boscolo CC, Donicht, G. The influence of musical practice in central auditory processing skills: a systematic review. Distúrb. Comum. 2018;30(2):364-75.

25. Arseno VA, Carvalho CA, Castro MP, Duarte SG, Reis ACMB, Marangoni AC et al. Comparative study of temporal resolution test results in young adults. Rev. CEFAC. 2016;18(6):1277-84.

26. Chermak GD, Lee J. Comparison of children's performance on four tests of temporal resolution. J Am Acad. Audiol. 2005;16(8):554-63.

27. Iliadou VV, Bamiou D, Chermak GD, Nimatoudis I. Comparison of two tests of auditory temporal resolution in children with central auditory processing disorder, adults with psychosis, and adult professional musicians. Int. J. Audiol. 2014;53(8):1-7.

28. Amaral MIR, Martins PMF, Colella-Santos MF. Resolução temporal: procedimentos e parâmetros de avaliação em escolares. Braz. J. Otorhinolaryngol. 2013;79(3):317-24.

29. Vellozo FF, Schwantes AL, Souza AEHS, Peixe BP, Biaggio EPV, Martins QP et al. Temporal resolution in elderly. Rev. CEFAC. 2016;18(2):355-61.

30. Noble KG, Houston SM, Brito NH, Bartsch H, Kan E, Kuperman JM et al. Family income, parental education and brain structure in children and adolescents. Nature neuroscience. 2015;18(5):773.

31. Gilbert SJ, Burgess PW. Executive function. Current Biology, [s.l.]. Elsevier BV. 2008;18(3):110-4.

32. Sbicigo JB, Abaid JLW, Dell'Aglio DD, Salles JF. Nível socioeconômico e funções executivas em crianças/ adolescentes: revisão sistemática. Arq. bras. psicol. 2013;65(1):51-69.

33. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira: 2016 / IBGE, Coordenação de População e Indicadores Sociais. Estudos e pesquisas. Informação demográfica e socioeconômica, ISSN 1516-3296; n. 36. - Rio de Janeiro: IBGE, 2016: 146.

34. Gonsalez ECM, Alvarez LS. Os efeitos da idade no processamento auditivo temporal em adultos. Arq. Med. Hosp. Fac. Cienc. Med Santa Casa São Paulo. 2016;61(3):123-7.

35. Barreto MASC, Muniz LF, Teixeira CF. Desempenho da habilidade a resolução temporal em crianças de 07 a 13 anos. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2004;9(4):220-8.

6a11b63fa9539558dc4257c7 cefac Articles

Revista CEFAC

Share this page
Page Sections